A DROGA TORNOU A VIDA DE JARDEL UMA DROGA

“A cocaína destruiu o meu lar”
Um dos maiores artilheiros da história do futebol europeu, o brasileiro Jardel conta como superou o vício em álcool e drogas

Por Rodrigo Cardoso

Este ano, o jornal A Bola, tradicional diário esportivo de Portugal, quis saber da imprensa especializada e dos leitores quem foi o melhor estrangeiro de todos os tempos a pisar nos campos lusos. O vencedor foi o centroavante Mário Jardel Almeida Ribeiro, o brasileiro Jardel, conhecido lá como Super Mário. Não pela estatura (1,88 metro), mas por ter anotado 186 gols em 186 jogos naquele país. Jardel despontou para o futebol no Vasco da Gama, conquistou títulos no Grêmio e fez fama em Portugal, no Porto e no Sporting, principalmente. Lá, ganhou cinco troféus Bola de Prata de maior artilheiro do campeonato português e duas Chuteiras de Ouro (maior artilheiro da Europa). Era um fenômeno dentro da área, especialista em gols de cabeça. A Copa do Mundo parecia ser um caminho natural, mas ele foi preterido por Felipão, em 2002, quando o Brasil conquistou o penta. Ele, que na época já não conseguia vencer a dependência de álcool e cocaína, afundou de vez.

Terminou o casamento, se afastou dos filhos e passava noites em claro cercado de mulheres, bebida e drogas. Hoje, aos 35 anos, deitado em uma rede na sua casa em Fortaleza, Jardel contou à ISTOÉ por que se considera recuperado do vício há cerca de um ano e meio. Como Ronaldo, que acaba de conquistar um título no retorno ao futebol brasileiro, procura um clube que lhe dê a chance de se superar dentro de campo – como fez na vida pessoal.

ISTOÉ – A história de superação do Ronaldo tem semelhança com a sua perseverança para continuar jogando depois de se livrar da dependência de cocaína?
Jardel – Sim, no sentido que, se a gente tiver fé e for atrás, vence qualquer adversário. Estou feliz por Ronaldo ter voltado a jogar e, principalmente, estar se sentindo bem nessa nova fase. É exatamente o que está acontecendo comigo. Os altos e baixos são comuns, principalmente na carreira de um jogador. Comigo, a tristeza e a depressão fizeram com que eu me deixasse levar por gente com energia negativa. E acabei fazendo coisas que não deveria. Mas o mais importante é perceber o que você fez de errado e demonstrar que pode dar a volta por cima. Por isso, o Ronaldo está de parabéns e estou feliz por ele.

ISTOÉ – O que você procurava no álcool e na cocaína?
Jardel – Eu me tornava um cara confiante. Fico pensando por quê. Mas não sei, não sabia… Por que eu fiz isso? Por que buscava isso? Eu sentia um vazio. E algumas amizades o levam para o mau caminho. Também, depois de dez, 12 anos jogando futebol no auge, como titular, não aceitava ficar no banco. Aí, ficava chateado e usava drogas e bebia. E depois que passava o efeito delas, batia aquela angústia, solidão, tristeza, tudo junto. E consumia mais para sair desse estado. E continuava e continuava. Era uma bola de neve.

ISTOÉ – Quando você experimentou cocaína pela primeira vez?
Jardel – Foi em 1999. Eu jogava no Futebol Clube do Porto, de Portugal, mas experimentei por curiosidade em uma festa no Brasil. A cocaína destruiu o meu lar, a minha família. A rotina em casa passou a ser de brigas.

Ficava alterado, não cumpria as obrigações como pai. Meus filhos (Jardel Filho, 12 anos, e Victoria, 10, do casamento com a ex-mulher Karen Ribeiro Matzenbacher) sentiam falta do pai. Eu errei com eles. Meus filhos ficaram sabendo no colégio que as pessoas falavam que o pai deles era drogado. Às vezes, eu acordava bom e pensava: “O que estou fazendo na minha vida?” Eu tinha consciência de que eu saía dos trilhos, saía com outras mulheres. Hoje, não tenho muito contato com a Karen.

ISTOÉ – E seus filhos com a Karen, você mantém contato?
Jardel – Eles moram em Portugal com ela. Logo, logo vou para lá, vou vê-los. Não os vejo há oito meses e estou com saudades. Falamos por telefone, dizem que sentem saudade, eu pergunto como andam no colégio. Enfim, conversa de pai babão. Acabei de ser pai novamente (com a atual mulher, Tatiana Bezerra, 23 anos). A Tainá tem dois meses. A gente tem babá, mas, às vezes, ajudo também.

ISTOÉ – Você já consumiu drogas antes de alguma partida?
Jardel – Nunca usei cocaína em competição. Nunca! Nunca joguei dopado por ter cheirado. Nunca! Sempre consumia nas férias, para curtir, em Fortaleza.

ISTOÉ – Você fez terapia?
Jardel – Passei por um psiquiatra. Durante um mês eu conversei com o médico. Tirava algumas dúvidas sobre o porquê de acontecer isso comigo, mas quem ajuda mesmo é a própria pessoa. Não tem esse negócio de ajuda de clínica ou de médico. É a pessoa que tem de bater o pé e pronto.

ISTOÉ – O Adriano, ex-jogador da Inter, de Milão, recusou um tratamento psicológico. Ele largou o futebol na Itália para ficar mais perto da favela onde nasceu, no Rio de Janeiro. Como vê essa decisão dele?
Jardel – Só o Adriano deve saber o que estava sentindo quando tomou a decisão. Foi carência de alguma coisa. Vejo como uma fuga.

ISTOÉ – A atitude mais correta é parar e colocar a cabeça em ordem?
Jardel – Treinar e ir para o jogo é também uma terapia. Procurar um terapeuta ou não, depende de como a pessoa acha que pode resolver o seu problema fora do campo. Estou torcendo para que o Adriano dê a volta por cima, faça como o Ronaldo.

ISTOÉ – Alguém da sua família teve histórico de consumo de álcool ou alguma outra droga?
Jardel – A bebida era um mal de família. Meu pai e minha mãe bebiam.

ISTOÉ – Seu corpo dava sinais de que você deveria parar de vez?
Jardel – Claro! Quando acordava mal, com depressão, era meu organismo que estava destruído. Eu pedi muito a Deus para ele me dar forças, luz, para eu conseguir reagir. Pegava a Bíblia, ajoelhava, orava e chorava. Não virei evangélico. Vou à igreja uma vez ou outra. Tenho minha fé pessoal.

ISTOÉ – Como adquiria a cocaína?
Jardel – Tinha gente que levava até mim. O cara tinha o meu telefone, eu tinha um ou dois dele. Em Portugal, eu consumia em casa noturna.

ISTOÉ – Gastou muito com farra?
Jardel – Sim. Com festas, noite, mulheres. Cheguei a gastar R$ 2 mil por noite. Com drogas, não, porque ou usava pouco ou me davam.

ISTOÉ – Qual foi sua maior extravagância?
Jardel – Certa vez, fiquei oito dias acordado depois de uma farra com mulheres, bebidas, cocaína, em Fortaleza. Já estava separado e, nessa época, todo dia era uma mulher diferente.

ISTOÉ – Há quanto tempo você se considera um ex-viciado em cocaína?
Jardel – Há mais ou menos um ano e meio decidi que não queria mais. Foi força de vontade. Fui me afastando dos diabinhos na minha vida.

ISTOÉ – O Casagrande internou-se para tratar do vício em drogas e está voltando a ser comentarista esportivo.
Jardel – Não dá para pensar que se livra facilmente da cocaína. É uma luta diária, que não acaba nunca. Eu conheço o Casagrande. Ele é uma boa pessoa.

ISTOÉ – A tentação ainda o cerca?
Jardel – Sim. O diabo manda seus mensageiros para me atiçar. Você tem de ser forte. Ainda tem gente que aparece e diz: “Quer um pozinho? Dar uma cheiradinha?” Já solto logo um palavrão, o bicho pega para quem se atreve. E só bebo socialmente.

ISTOÉ – Em 2002, você tinha muita chance de ser convocado para a Copa do Mundo. Não ter sido o deixou mais deprimido?
Jardel – Eu fiquei péssimo, péssimo por não ter sido convocado pelo Felipão para a Copa de 2002. Mesmo assim, torci por ele e pelo Brasil.

ISTOÉ – Mas esse fato contribuiu para o seu vício? Jardel – Sim, com certeza contribuiu. Porque fiquei mais deprimido, triste.

ISTOÉ – Como nasceu essa depressão?
Jardel – Foi um pacote de coisas ruins. O meu processo de separação, a minha não convocação para a Copa e o fato de eu jogar pouco no Bolton (time inglês que ele defendeu em 2003).

 FONTE: REVISTA ISTO É INDEPENDENTE

COMENTÁRIO:

A história de Jardel mostra que a droga só destrói. Não há um bem sequer que venha dessa droga!Pergunto como é que as autoridades mundiais pensam em liberar o uso de drogas. Acho que eles na lêem matérias como essas.

CONHEÇA OS BLOGS DO PASTOR LUIZ FLOR:

www.pulpito.blog.terra.com.br (acesse sem o www)

www.poesiadegraca.blogspot.com (agora com MEDITAÇÕES DEVOCIONAIS)

www.luizflor.wordpress.com (Recanto da Alma)

e-mail: luiz-flor@hotmail.com e luiz-pastorflor@hotmail.com

Published in: on maio 9, 2009 at 6:25 pm  Comments (1)  

QUAL A SUA CONDIÇÃO?

 ( ) Eu tive muitas oportunidades para crescer, aproveitei cada uma, por isso cresci.

( ) Em não tive muitas oportunidades para crescer, por isso não cresci.

Atos 19.1-7 nos remete ao ministério de João Batista. Multidões concorriam para ouvir a pregação desse poderoso homem de Deus.

João pregava arrependimento de uma vida pecaminosa e um batismo que confirmasse esse arrependimento. Mas João advertia a seus discípulos que Jesus faria algo mais especial __ daria o Espírito Santo àquele que o recebesse. Receber o Espírito Santo era a confirmação de pertencer exclusivamente a Deus.

Da multidão que ouvia João muitos eram de fora e voltavam para suas cidades natal. Quando se convertiam levavam consigo aquela fé primitiva no que João pregava. Assim essas pessoas não podiam realmente ir muito além da posição inicial (perdido para salvo), pois não tinham mais oportunidade de serem ensinados.

Atos 19.1-7 relata a história de um grupo de doze homens que haviam se convertido durante o ministério de João batista e que desde aquele dia não tiveram mais nenhum contato com a pregação bíblica. Eles eram da cidade de Éfeso.

Vejamos algumas características acerca deles além da que já mencionamos. 1. Humanamente falando eles foram achados ocasionalmente por Paulo (verso 1);

2. Ele ouviram sobre a promessa do Espírito Santo, mas nada sabiam acerca da vinda do Espírito Santo (versos 3-4);

 3. Quando tiveram a oportunidade de receberem uma melhor instrução não desprezaram a oportunidade de crescer além do nível inicial (verso 5);

4. Deus demonstrando Sua grande alegria com o desejo desses crentes de crescer deu a eles o Espírito Santo de maneira fenomenal (verso 6);

Mas agora veja as seguintes passagens bíblicas, que fala de pessoas que tendo abundantemente oportunidades de serem ensinados, até pessoalmente por Jesus Cristo, desprezaram a luz que estavam recebendo para a condenação eterna deles.

1. As cidades de Corazim, Betsaida e Cafarnaum (Mateus 11.20-24);

2. Pessoas que ouviam por ouvir (Mateus 13.10-15);

3. Pessoas que antes de ouvir já desprezavam as boas novas de salvação (Lucas 10.10-12);

4. Pessoas que desprezavam a repreensão para serem mais íntimos de Deus (Atos 8.52-60).

O que há de comum com esses das passagens acima? Todos eles foram para a condenação eterna por desprezarem o ensino da Palavra de Deus.

Se você já é um crente que professa ter recebido Jesus como Senhor e Salvador de sua vida, mas vem desprezando as oportunidades de crescimento por não vir regularmente à casa de Deus, não lendo a Escritura veja o que pode acontecer com você (Provérbios 1.24-32).

CONHEÇA OS BLOGS DO PASTOR LUIZ FLOR:

http://www.pulpito.blog.terra.com.br (acesse sem o www) http://www.poesiadegraca.blogspot.com (agora com Meditações Devocionais) http://www.luizflor.wordpress.com (Recanto da Alma)

e-mail: luiz-flor@hotmail.com e luiz-pastorflor@hotmail.com

Published in: on maio 9, 2009 at 5:48 pm  Deixe um comentário  

ENQUETE DA VIDA REAL

O Grande Lance

O Grande Lance

Você pai e mãe na sinceridade de seu coração deixaria seu filho ou filha se espelhar no jogador Adriano para incentivá-lo a ser um profissional de garra, de uma só palavra, guerreiro, que deixa um bom exemplo a ser seguido?

 ( ) SIM

( ) NÃO

Enviem seus comentários

CONHEÇA OS BLOGS DO PASTOR LUIZ FLOR:

http://www.pulpito.blog.terra.com.br (acesse sem o www) http://www.poesiadegraca.blogspot.com (agora com meditações devocionais) http://www.luizflor.wordpress.com (Recanto da Alma)

E-MAILS PASTOR LUIZ FLOR:

Luiz-flor@hotmail.com  e  Luiz-pastorflor@hotmail.com

Published in: on maio 8, 2009 at 3:37 pm  Deixe um comentário  

CHAMADOS PARA PREPARAR O CAMINHO DO SENHOR

Marcos 1.1-8

Os homens quando vão receber alguma grande autoridade fazem grande repercussão do fato. Cartazes, avisos em rádio e televisão, internet. Vão mais além convocando pessoas para organizar o evento, convida outras autoridades para prestigiar o ilustre visitante, organizam um refinado protocolo e contratam seguranças para manter a ordem no local da recepção. Tudo isso é mesmo necessário devido a importância do convidado.

 

Deus não agiu diferente quanto à vinda de seu filho Jesus ao mundo. Vejamos.

  1. Há cerca de 700 anos antes da vida de Jesus, Deus separou homens ilustres para anunciar a vinda de seu filho. Homens como o profeta Isaías (Marcos 1.1-3);
  2. Preparou um outro porta-voz muito importante para a ocasião a fim de que este fosse o precursor imediato. Deus curou a esterilidade de Isabel para trazer João Batista à vida para que esse preparasse o caminho para a chegada de Jesus (veja Lucas 1.5-25);
  3. Deus preparou o cenário para o nascimento de Jesus para conduzir seus pais ao lugar certo do nascimento, como também na escolha desses pais adotivos (veja Lucas 1.26-36; 2.1-20);
  4. Levantou Deus autoridades para vir de longe prestigiar ao filho quando de seu nascimento com presentes valiosos (veja Mateus 2.1-12);
  5. Deus usou pessoas santas para exaltarem o filho e dele falar quando de Sua chegada (veja Lucas 2.21-38);
  6. Pessoas simples como pastores avisados por miríades de anjos fizeram uma grande festa para Jesus durante a madrugada (veja Lucas 2.8-20).

O mais ilustre porta-vos para preparar o caminho do Senhor Jesus era um homem de hábitos diferentes. Comia, vestia e morava diferente (Marcos 1.4,6). Esse não era um fato desconexo. Deus fez isso a propósito para insinuar ao povo que a maior preocupação de João Batista não era consigo mesmo, mas com a missão de preparar o caminho para o Senhor.

João era determinado e pregava uma mensagem clara: se arrependam para receberem o salvador. Ele estava preparando o povo e autoridades para receber a mais ilustre vista que o mundo já teve (Marcos 1.4-5).

João era humilde. Reconhecia que a festa não era para ele mesmo. Ele sabia que não estava a altura do visitante e fazia tudo para não atrair a atenção para si, mas dirigir a atenção de todos para Jesus (Marcos 1.7-8).

João Batista foi chamado e cumpriu bem a sua missão. Dentro da graça e poder que Deus lhe concedeu ele fez muito para que Jesus fosse bem recebido. O efeito de seu trabalho durou por longos anos.

O Senhor Jesus cumpriu a missão a que veio: morrer na cruz para proporcionar por seu sacrifício salvação a todos os homens. Morreu e ressuscitou e avisou que voltaria (João 14.1-3; Atos 1.11).

Para a sua segunda vinda Jesus comissionou outros para preparar novamente o seu caminho. Esse somos nós. As multidões estão cheia de pecado como estavam no tempo de João Batista. Estão presas ao poder de Satanás. Somos nós que temos que levar até elas as boas novas que liberta. 

Você está fazendo a sua parte como João Batista fez a dele? Se não está comece logo se você ama a Deus e honra Jesus. Se você é grato por Deus através de Jesus tê-lo tirado das trevas e o colocado na vida. Você é o melhor de Deus como João Batista o era em seu tempo. O poder e a graça de Deus estão com você para realizar a tarefa.

Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura, para lhes abrir os olhos e convertê-los das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles a remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em Jesus (Marcos 16.15 combinado com Atos 26.18) é o que impera sobre nós.

 

Levante-se e cumpra sua missão!

 

CONHEÇA OS BLOGS DO PASTOR LUIZ FLOR:

www.pulpito.blog.terra.com.br (acesse sem o www)

www.poesiadegraca.blogspot.com (agora com MEDITAÇÕES DEVOCIONAIS)

www.luizflor.wordpress.com (Recanto da Alma)

 

E-MAILS: Luiz-flor@hotmail.com e Luiz-pastorflor@hotmail.com

Published in: on maio 8, 2009 at 2:46 am  Deixe um comentário  

O profeta da desesperança e o profeta da esperança

 

 
Ambos são europeus e octogenários. José Saramago, 86 anos, é escritor e vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1998. Jürgen Moltmann, 82, é teólogo e um dos maiores pensadores cristãos da atualidade. Os dois estiveram no Brasil no final de 2008. O primeiro recebeu uma homenagem da Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro, e participou de uma sabatina da “Folha de São Paulo”. O segundo recebeu o título de Doutor “Honoris Causa” na Universidade Metodista, em São Bernardo do Campo, SP. A maior diferença entre os dois ilustres visitantes é que o português José Saramago é o profeta da desesperança e o alemão Jürgen Moltmann é o profeta da esperança.

No debate realizado no dia 28 de novembro no Teatro Folha, Saramago fez sua pública profissão de fé: “Não quero ofender ninguém, mas Deus simplesmente não existe, salvo na cabeça das pessoas, onde estão o Diabo, o mal e o bem. Inventamos Deus porque tínhamos medo de morrer, acreditávamos que talvez houvesse uma segunda vida”. Apesar da idade avançada e de ter ficado internado num hospital recentemente, entre a vida e a morte, o escritor não atribui a sua sobrevivência a Deus: “Quem me salvou foram os médicos e a minha mulher”. E para provocar os que têm fé, repetiu a velha zombaria de todos os céticos: “E Deus se esqueceu de Santa Catarina?” Na mesma ocasião, Saramago afirmou que a Bíblia “não é um livro que se possa deixar nas mãos de um inocente,” pois “só tem maus conselhos, assassinatos, incestos…”.

Em compensação, Jürgen Moltmann, que começou a se interessar seriamente pela teologia aos 22 anos em um campo de prisioneiros de guerra na Escócia, afirma em seu livro “Vida, Esperança e Justiça — um testemunho teológico para a América Latina” que, “quando morremos, sabemos que do outro lado da margem do rio está Jesus” e “ele nos espera para a festa da vida eterna”.

Moltmann é a maior autoridade na área de esperança cristã graças aos seus estudos e livros. Para ele a base da esperança é Jesus Cristo. Basta ler o que escreve em “Teologia da Esperança”:

“Sem o conhecimento de Cristo pela fé, a esperança se torna uma utopia que paira em pleno ar; sem a esperança, entretanto, a fé decai, torna-se fé pequena e finalmente morta. Por meio da fé, o homem entra no caminho da verdadeira vida, não somente a esperança o conserva neste caminho. Desta forma a fé em Cristo transforma a esperança em confiança e certeza; e a esperança torna a fé em Cristo ampla e lhe dá vida”.

Em 1948, o jovem Moltmann teve que confrontar um problema muito mais complexo que as chuvas e as enchentes de Santa Catarina. A grande pergunta da época era “como se pode falar de Deus depois de Auschwitz?”. Num relato autobiográfico, o profeta da esperança conta: “Nos campos na Bélgica e na Escócia experimentei o colapso das minhas certezas, e neste colapso encontrei uma nova esperança na vida cristã”. A partir de então, Moltmann começou a se perguntar: “Como se pode não falar de Deus depois de Auschwitz?”.

Ao conceder o título de Doutor “Honoris Causa” a Jürgen Moltmann no dia do aniversário da Reforma Protestante (31 de outubro de 2008), a Universidade Metodista de São Bernardo do Campo prestou uma homenagem muito justa ao arauto da esperança.

FONTE: REVISTA ULTIMATO JOVEM, EDIÇÃO 317

CONHEÇA OS BLOGS DO PASTOR LUIZ FLOR:

www.pulpito.blog.terra.com.br (acesse sem o www)

www.poesiadegraca.blogspot.com (agora com Meditações Devocionais)

www.luizflor.wordpress.com (Recanto da Alma)

E-mails Pastor Luiz Flor: luiz-flor@hotmail.com e Luiz-pastorflor@hotmail.com

 

Published in: on maio 8, 2009 at 1:46 am  Deixe um comentário  

O Recurso do Grito

 
hommmmmmmmmmNo capítulo 7 de Romanos, Paulo exerce os papéis de psicanalista e paciente ao mesmo tempo. Diante de certas dificuldades éticas e pessoais, profundas e continuadas, quase desesperadoras, Paulo assenta-se no divã e tenta conhecer-se a si próprio. Ele quer saber por que é tão contraditório, por que oscila tanto entre o bem e o mal, por que tem mais facilidade na desobediência do que na obediência. Nesse autoexame, o apóstolo descobre, em sua própria história, os estragos provocados pela queda do homem. Ele sabe que o problema não é só dele, mas de todo ser humano. Todavia, a princípio, Paulo fala de si mesmo e não dos outros. As conclusões a que chega revelam um diagnóstico sombrio da natureza humana:

Sou um ser “humano e fraco”, pois fui vendido ao pecado (v. 14).

Sou uma pessoa “contraditória”, pois não faço o que gostaria de fazer, mas o que odeio (v. 15).

Sou um “inveterado pecador”, pois o mal e não o bem vive em mim (v. 17-18).

Sou um “fracassado”, pois não consigo fazer o bem, mesmo que o queira (v. 18).

Sou uma pessoa “dividida”, pois sofro a influência da lei de Deus e da lei do pecado (v. 23).

Sou um “infeliz”, pois a lei do pecado tem prevalecido e me feito seu prisioneiro (v. 24).

Sou um “necessitado”, pois preciso de alguém que me liberte da tara pecaminosa que habita em mim (v. 24).

Essa autoanálise não é nem pessimista nem fatalista, muito menos derrotista. Não é de forma alguma um atestado de óbito ou o fim do caminho. Em vez disso, ela é uma ponte que leva o apóstolo para outro lugar, outra situação, outra história. Com o diagnóstico em mãos, Paulo se dá por vencido, grita, clama por socorro e se pergunta: “Quem é que me livrará da minha escravidão a essa mortífera natureza inferior?” (v. 24, BV). Ele está simplesmente repetindo a oração que os judeus faziam quando subiam as montanhas em direção a Jerusalém: “Levanto os meus olhos para os montes e pergunto: De onde me vem o socorro?” (Sl 121.1). A autoanálise conduz o apóstolo ao Salvador e ele termina o famoso capítulo não com o drama do pecado, mas com ações de graça: “Deus seja louvado, pois ele fará isso [livrar-me da lei do pecado] por meio do nosso Senhor Jesus Cristo!” (v. 25, NTLH).

Se Romanos 7 retrata a capitulação, o capítulo seguinte retrata a vitória: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8.31). Entre um e outro está o Senhor Jesus Cristo! E para sair do primeiro em direção ao segundo, temos o recurso do pedido honesto de socorro a quem de direito!

 

FONTE: REVISTA ULTIMATO JOVEM, EDIÇÃO 317

CONHEÇA OS BLOGS DO PASTOR LUIZ FLOR:

www.pulpito.blog.terra.com.br (acesse sem o www)

www.poesiadegraca.blogspot.com (agora com Meditações Devocionais)

www.luizflor.wordpress.com (Recanto da Alma)

Published in: on maio 8, 2009 at 1:12 am  Deixe um comentário  

A natureza humana

Natureza Humana

Natureza Humana

 
A expressão “natureza humana” aparece dez vezes nos dezessete primeiros versos de Romanos 8, na Nova Tradução na Linguagem de Hoje. Essas palavras referem-se aos pendores naturais do ser humano — como ele vive, age, reage e se comporta em qualquer lugar, tempo, etnia (ou raça) e cultura.

Há anos várias ciências estudam a natureza humana — a antropologia, a biologia, a psicologia, a sociologia, a filosofia, a teologia, a linguística –, cada uma com suas próprias explicações, respostas e conclusões.

Cientistas, escritores, artistas, jornalistas e religiosos — todos referem-se à natureza humana, pois ela é sempre estranha, confusa e preocupante. Deixada à vontade, ela é capaz de causar grandes estragos, quase sempre irreversíveis. A obrigação imposta por Jesus Cristo de negar-se a si mesmo é o único dique capaz de barrar os impulsos negativos da natureza humana (Mc 8.34).

Em última análise, a natureza humana é responsável por todas as desgraças que têm assolado a sociedade, desde a incorrigível injustiça social até a sucessão interminável de conflitos bélicos. Ela explica também o feminicídio, “termo cunhado para denominar a eliminação sistemática de mulheres”. O mais constrangedor é que, conforme a Organização Mundial de Saúde, 70% das mulheres assassinadas são vítimas de seus próprios companheiros.

É a natureza humana indomável que explica tanto o que aconteceu em Joaçaba, SC, como o que aconteceu em Viçosa, MG, em outubro de 2008. No primeiro caso, dois jovens de 18 anos e um de 16 estupraram uma menina de 15. Eles filmaram o ocorrido e divulgaram as imagens pela internet. No segundo caso, um idoso de 74 anos estuprou uma menina de 10 e manteve contatos voluptuosos com outra de 9. A natureza humana negativa está presente tanto em jovens quanto em idosos, tanto em famílias de classe média (caso dos rapazes de Joaçaba) quanto nas de classe pobre (caso do aposentado de Viçosa). São esses acontecimentos que levam certas pessoas a pôr a mão na ferida humana.

Em entrevista à “Folha de São Paulo”, o psicanalista britânico Adam Phillips disse que “pessoas que parecem normais podem ser mais loucas que os loucos”. O jornalista Lúcio Sant’Ana propõe: “Independentemente da teoria mais correta, certo é que o homem, em qualquer tempo, é mau por natureza. É um predador que apenas entende de valorizar suas vontades e desejos. Como centro de um microuniverso, o homem persegue suas ambições e não encontra limites para elas”.

No que diz respeito à natureza humana, nenhuma análise é mais esclarecedora e lúcida que a da teologia. Ela trata do assunto de forma ampla. A natureza humana está contaminada e dominada pelo mal, embora não tenha perdido por completo alguns lampejos do bem. O ser humano foi criado santo por Deus, mas caiu dessa posição com o pecado de Adão: “Por meio da desobediência de um só homem muitos foram feitos pecadores” (Rm 5.19). O primeiro pecado afetou toda a raça humana. Imediatamente após a queda, houve inveja, ciúme, raiva, orgulho, violência, mentira e insolência, estranha bagagem que todos carregamos dentro de nós e que só não sairá de lá se trancarmos todas as portas, de modo decisivo e contínuo. Pelo menos os cristãos têm a obrigação de não viverem de acordo com sua natureza humana. Eles precisam viver de acordo com o Espírito de Deus, que habita neles (Rm 8.13).

 

FONTE: REVISTA ULTIMATO JOVEM, EDIÇÃO 317

CONHEÇA OS BLOGS DO PASTOR LUIZ FLOR:

www.pulpito.blog.terra.com.br (acesse sem o www)

www.poesiadegraca.blogspot.com (agora com Meditações Devocionais)

www.luizflor.wordpress.com (Recanto da Alma)

Published in: on maio 8, 2009 at 12:51 am  Deixe um comentário  

Estado parental – Risco Iminente às Famílias

 
Rubem Amorese
SEM DISCIPLINA, PERDIDO

SEM DISCIPLINA, PERDIDO

Vivemos a era dos especialistas. Com o crescimento do conhecimento, desapareceram aqueles sábios que dominavam todo o conhecimento. A ciência se multiplicou e os especialistas se aprofundam em fragmentos. Acho que não pode ser diferente. Não é possível saber tudo no mundo pós-moderno.

Quando algum problema foge ao nosso conhecimento, recorremos aos especialistas. Porém, quando estes chegam ao poder, tendem a querer gerir a coisa pública a partir de sua área de concentração. É o caso dos nossos ministros de estado — do nosso governo, em geral. Muitos não resistem à tentação de impor sua perspectiva à sociedade, tentando recriá-la à sua imagem.

Na revista “Cristianismo Hoje” (edição 8, ano II, p. 10) lê-se que o pastor americano Barry Barnett Jr. pode ser preso por dar duas palmadas em seu filho de 12 anos. Ele foi denunciado por assistentes sociais da escola do garoto, apesar dos protestos do próprio menino, que confessava ter desobedecido ao pai. Pai de outros oito filhos, Barry só foi liberado após pagar fiança de 10 mil dólares e está sendo processado por abuso físico contra menor. Pode pegar até três anos de cadeia e, como medida liminar, está impedido de impor qualquer disciplina aos filhos.

No dia da audiência, uma de suas filhas, de 21 anos, ficou do lado de fora do tribunal, com um cartaz que dizia: “Obrigada, papai, por me disciplinar”.

Pobre Barry! Encontrou especialistas pela frente, numa área que supunha conhecer bem: a criação de filhos. Bateu de frente com alguém que “sabe como ele deve educar uma criança”. Aliás, tenho a impressão de que temos muitos desses por estas bandas. Gente que é capaz de, por exemplo, dizer ao governo da Itália que eles não sabem distinguir entre um assassino e um ativista político.

Temos visto reportagens sobre jovens que jogam álcool e ateiam fogo em índios e mendigos; matam crianças a golpes de caratê; abatem a tiros professores em sala de aula. O interessante é que a maioria deles são jovens de classe média — eu ousaria dizer, filhos de especialistas.

Tornou-se lugar-comum perguntar, nesses momentos, pela família. Como que a dizer que toda essa loucura, sem causa aparente, só pode ser falta de família.

Acho que a pergunta faz sentido. Sem uma família estruturada, a mocidade sofre da síndrome do escorpião: quando a esperança se vai, resta-lhe dar picadas mortais em quem está à sua volta e depois em si mesma. “É a vida.”

Eu gostaria de saber como são as famílias daqueles assistentes sociais que denunciaram o pastor Barnett. Melhor, eu gostaria de saber como são as finanças pessoais dos nossos ministros da área econômica, ou como são as relações familiares dos nossos psicólogos e sociólogos de plantão. Eu gostaria de saber como é, como pai, o nosso presidente.

Quando não nos deixarem mais educar nossos filhos de acordo com a Palavra de Deus, estarão gestando uma horda de delinquentes. Os nossos filhos acabarão por se parecer com os deles, apesar de sabermos que “a vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe” (Pv 29.15).

Rubem Amorese é consultor legislativo no Senado Federal e presbítero na Igreja Presbiteriana do Planalto, em Brasília. É autor de, entre outros, Louvor, Adoração e Liturgia e Fábrica de Missionários.
ruben@amorese.com.br.

 

FONTE: REVISTA ULTIMATO JOVEM, EDIÇÃO 317

CONHEÇA OS BLOGS DO PASTOR LUIZ FLOR:

www.pulpito.blog.terra.com.br (acesse sem o www)

www.poesiadegraca.blogspot.com (agora com Meditações Devocionais)

www.luizflor.wordpress.com (Recanto da Alma)

Published in: on maio 7, 2009 at 6:53 pm  Deixe um comentário  

Ateístas britânicos em delírio

THERE'S PROBLABLY NO GOD

THERE'S PROBLABLY NO GOD

Na cidade onde a Confissão de Fé de Westminster (1646) foi redigida, onde viveram John Wesley (1703-1791), o fundador do metodismo, William Booth (1829-1912), o fundador do Exército de Salvação, e Charles Spurgeon (1834-1892), o “príncipe dos pregadores evangélicos”, duzentos ônibus urbanos (além de outros seiscentos no resto do país) ostentam cartazes com os seguintes dizeres: “There’s probably no God. Now stop worrying and enjoy your life” (Provavelmente, Deus não existe. Agora, pare de se preocupar e curta a vida). A campanha ateísta que custou 195 mil dólares é uma iniciativa da Associação Humanista Britânica em reação aos pôsteres evangélicos sobre a salvação em Cristo e conta com o apoio do biólogo ateu Richard Dawkins, autor de “Deus, Um delírio”. O projeto, que começou no dia 6 de fevereiro e vai até o mês de abril, só não foi mais ostensivo e direto porque a lei proíbe. O que aconteceu em Londres faz lembrar o Salmo 2, o mesmo que foi citado na oração da igreja primitiva (At 4.25-26). Esse Salmo traz à tona a velha aspiração humana de livrar-se da existência e da autoridade de Deus: “Os líderes das nações se reuniram e traçaram planos para derrotar o Senhor e seu Escolhido”, tomando a seguinte decisão: “Vamos quebrar essas correntes e acabar com essa escravidão a Deus” (Sl 2.2-3, BV). É impossível não relacionar a proposta das faixas e dos pôsteres na Inglaterra com a contraproposta do último capítulo de Eclesiastes. Enquanto a Associação Humanista Britânica nos diz que devemos curtir a vida à vontade, já que não há quem temer, o sábio é conclusivo: “Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: Tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos, porque isso é o essencial para o homem” (Ec 12.13).

 

FONTE: REVISTA ULTIMATO JOVEM, EDIÇÃO 317

CONHEÇA OS BLOGS DO PASTOR LUIZ FLOR:

www.pulpito.blog.terra.com.br (acesse sem o www)

www.poesiadegraca.blogspot.com (agora com Meditações Devocionais)

www.luizflor.wordpress.com (Recanto da Alma)

Published in: on maio 7, 2009 at 6:44 pm  Deixe um comentário  

A INSENSATEZ DA IDOLATRIA SEGUNDO O PROFETA ISAÍAS

 

Não é à toa que Deus por meio de Sua Palavra, a Bíblia Sagrada insista tanto em dizer que a idolatria é um erro grave contra a soberania de Deus. Além do mais, a idolatria prova ser uma insensatez por parte de quem a pratica, pois a criatura mais nobre criada por Deus, o homem, se submete a coisa que ele domina como objeto de adoração. Adoração e reconhecimento devido unicamente a Deus criador e soberano em todo o universo de onde vem nossa existência, manutenção e tudo o que nos é necessário para manter-nos vivos. 

Quero deixar que vocês, caros leitores analisem o que digo nas próprias palavras do nobre profeta Isaías no capítulo 44: 9-20.

Todos os artífices de imagens de escultura são vaidade, e as suas coisas mais desejáveis são de nenhum préstimo; e suas próprias testemunhas, nada vêem nem entendem para que sejam envergonhados. Quem forma um deus, e funde uma imagem de escultura, que é de nenhum préstimo? Eis que todos os seus companheiros ficarão confundidos, pois os mesmos artífices não passam de homens; ajuntem-se todos, e levantem-se; assombrar-se-ão, e serão juntamente confundidos. O ferreiro, com a tenaz, trabalha nas brasas, e o forma com martelos, e o lavra com a força do seu braço; ele tem fome e a sua força enfraquece, e não bebe água, e desfalece. O carpinteiro estende a régua, desenha-o com uma linha, aplaina-o com a plaina, e traça-o com o compasso; e o faz à semelhança de um homem, segundo a forma de um homem, para ficar em casa. Quando corta para si cedros, toma, também, o cipreste e o carvalho; assim escolhe dentre as árvores do bosque; planta um olmeiro, e a chuva o faz crescer. Então serve ao homem para queimar; e toma deles, e se aquenta, e os acende, e coze o pão; também faz um deus, e se prostra diante dele; também fabrica uma imagem de escultura, e ajoelha-se diante dela. Metade dele queima no fogo, com a outra metade prepara a carne para comer, assa-a e farta-se dela; também se aquenta, e diz: Ora já me aquentei, já vi o fogo. Então do resto faz um deus, uma imagem de escultura; ajoelha-se diante dela, e se inclina, e roga-lhe, e diz: Livra-me, porquanto tu és o meu deus. Nada sabem, nem entendem; porque tapou os olhos para que não vejam, e os seus corações para que não entendam. E nenhum deles cai em si, e já não têm conhecimento nem entendimento para dizer: Metade queimei no fogo, e cozi pão sobre as suas brasas, assei sobre elas carne, e a comi; e faria eu do resto uma abominação? Ajoelhar-me-ei ao que saiu de uma árvore? Apascenta-se de cinza; o seu coração enganado o desviou, de maneira que já não pode livrar a sua alma, nem dizer: Porventura não há uma mentira na minha mão direita?

A essa dura reprimenda do profeta Isaías some-se outra tão grave saída da boca de Deus e registrada pela pena de um salmista do livro bíblico dos salmos.

Salmo 115.2-8

 

Porque dirão os gentios: Onde está o seu Deus? Mas o nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe agradou. Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca, mas não falam; olhos têm, mas não vêem. Têm ouvidos, mas não ouvem; narizes têm, mas não cheiram. Têm mãos, mas não apalpam; pés têm, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta. A eles se tornem semelhantes os que os fazem, assim como todos os que neles confiam.

CONHEÇA OS BLOGS DO PASTOR LUIZ FLOR:

www.pulpito.blog.terra.com.br

www.poesiadegraca.blogspot.com

www.luizflor.wordpress.com (Recanto da Alma)

 

QUER FALAR COMIGO SOBRE MEUS TEXTOS? USE MEUS E-MAILS:

Luiz-flor@hotmail.com e Luiz-pastorflor@hotmail.com

Published in: on maio 5, 2009 at 10:09 am  Deixe um comentário