A PLENITUDE DOS TEMPOS

 

A CONTRIBUIÇÃO DOS JUDEUS

 

 

 

 

Em Gálatas 4:4, Paulo chama a atenção para a era histórica da preparação providencial que antecedeu a vinda de cristo a terra em forma humana. O evangelista Marcos também indica que a vinda de cristo aconteceu quando estava tudo já preparado na terra (Marcos1: 15)

 

As contribuições religiosas para a “Plenitude do tempo” incluem tanto a dos gregos e romanos como a dos judeus. Toda via, por mais importante que as contribuições de Atenas e Roma, como pano-de-fundo histórico, tenham sido para o cristianismo, as contribuições dos judeus formam a Herança do Cristianismo. O cristianismo pode ter se desenvolvido no sistema político de Roma e pode ter encontrado o ambiente intelectual criado pala menta grega, mas seu relacionamento com o Judaísmo foi muito mais intimo. O judaísmo pode ser considerado como o botão do qual a rosa do cristianismo abriu-se em flor.

 

Ao contrário dos gregos, os judeus não intentavam encontrar a Deus pelos processos da razão humana. Eles pressupunham sua existência e prestava o culto que sentiam lhe dever. O povo judeu foi muito influenciado e estas atitudes pelo fato de que Deus o procurou e se revelou a ele na história por suas aparições a Abraão e a outros grandes líderes da raça. Jerusalém se tornou o símbolo de uma preparação religiosa positiva para a vinda do cristianismo. A salvação viria, pois “dos judeus”, como Cristo diria à mulher no poço (João 4.22). Desta pequena nação cativa, situada no caminho da Ásia, África e Europa, viria um Salvador. O judaísmo tornou-se o berço do cristianismo e, ao, mesmo tempo, forneceu abrigo inicial da nova religião.

 

O judaísmo contrastava flagrantemente com a maioria das religiões pagãs, ao fundamentar-se num sólido monoteísmo espiritual. Nunca, depois da sua volta do cativeiro babilônico, os judeus caíram em idolatria. A mensagem de Deus para eles través de Moisés ligava-os ao único Deus verdadeiro de toda a terra. Os deuses dos pagãos eram apenas ídolos que os profetas judeus condenavam em termos claros. Este sublime monoteísmo foi espalhado por numerosas sinagogas localizadas em volta da área mediterrânea durante os três últimos séculos anteriores à vinda de Cristo.

 

Os judeus ofereceram ao mundo a esperança de um Messias que estabeleceria a justiça na terra.

 

A parte moral da lei judaica, o judaísmo também ofereceu ao mundo o mais puro sistema ético de então.  Elevado padrão proposto nos dez mandamentos se chocava com os sistemas éticos prevalecentes e com as práticas por demais corruptas dos sistemas morais pelos quais se pautavam. Para os judeus, o pecado não era fracasso externo, mecânico e contratual dos gregos e romanos, mas era a violação da vontade de Deus, violação essa que se expressa num coração impuro e, mais ainda, em atos pecaminosos, externos e visíveis. Esta perspectiva moral e espiritual do Velho Testamento favoreceu uma doutrina de pecado e redenção que realmente resolvesse o problema do pecado. A salvação vinha de Deus e não seria encontrada em sistemas racionalistas de ética ou nas subjetivas religiões de mistério.

 

O povo judeu, ademais, preparou o caminho para a vinda do cristianismo ao legar à Igreja em formação um livro sagrado, o Velho Testamento. Mesmo um estudo superficial do Novo Testamento revela a profunda dívida de Cristo e dos apóstolos para com o Velho Testamento e sua reverência por ele como a palavra de Deus para o homem. Muitos gentios também o leram e se familiarizaram com os fundamentos da fé judaica. Este ato é indicado pelos relatos de vários prosélitos judeus. Muitos desses prosélitos foram capazes de passar do judaísmo ao cristianismo por causa do Velho Testamento, o livro sagrado da nova Igreja.

 

Os judeus tornaram possível uma filosofia da história por insistirem que a história tem significado. Eles se opuseram a qualquer visão que deixasse a história sem significado, como uma série de círculos ou como um processo de evolução linear. Eles sustentavam uma visão linear e cataclísmica da história, na qual o Deus soberano, que criou a história, iria triunfar sobre a falha do homem na história para trazer uma era dourada.

 

 

 

Compilado do Livro O Cristianismo Através dos Séculos – Uma História da Igreja Cristã, capítulo 1.

 

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Published in: on março 15, 2009 at 6:35 pm  Deixe um comentário  

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