AS LUTAS DO CRISTIANISMO

O cristianismo tem sempre enfrentado problemas internos e externos em todos os períodos de sua história. A Igreja teve que enfrentar o sério problema interno da heresia e resolvê-lo, entre 100 e 313, além de ter, ao mesmo tempo, que resolver o problema externo da perseguição movida pelo estado romano.

 

CAUSAS DA PERSEGUIÇÃO

 

Religiosas

Além da causa política básica para a perseguição, havia uma razão religiosa. A religião romana era mecânica e externa. Tinha seus altares, ídolos, processionais, ritos e práticas que o povo podia ver. Os romanos não se opunham a acrescentar um novo ídolo ao grupo do Panteão, desde que as divindades se subordinassem às pretensões de primazia feitas pela religião do Estado. Os cristãos não tinham ídolos e no seu culto não havia para ser visto. Seu culto era espiritual e interno. Quando se punham de pé de oravam de olhos fechados, suas orações não eram dirigidas a nenhum objeto visível. Para as autoridades romanas, acostumadas às manifestações materiais simbólicas de seu deus, isso nada mais era do que ateísmo.

 

Sociais

Problemas sociais também contribuíram para o início da perseguição da Igreja. Os cristãos que exerciam grande atrativo sobre as classes pobres e escravas, eram odiados pelos líderes aristocráticos influentes da sociedade. Estes líderes os viam com desprezo mas temias sua influência sobre as classes pobres. Os cristãos defendiam a igualdade entre todos os homens (Colossenses 3.11), enquanto que o paganismo insistia na estrutura aristocrática da sociedade em que uns poucos privilegiados eram servidos pelos pobres e escravos. Os cristãos se separavam do ajuntamento pagão dos templos, teatros e lugares de recreação. Este inconformismo com os modelos sociais vigentes lhes trouxe uma antipatia jamais conhecidas por qualquer grupo inconformista da história. A pureza de sua vida era uma reprovação silenciosa às vidas escandalosas levadas pelas pessoas da classe alta. O inconformismo dos cristãos diante dos padrões vigentes levou os pagãos a pensarem que eles eram um perigo para a sociedade e os caracterizavam como “inimigos da raça humana”, capazes de incitar as massas à revolta.

 

Econômicas

Não se pode esquecer que questões econômicas são parte das causas da perseguição aos cristãos. A oposição que Paulo recebeu dos fabricantes de ídolos em Éfeso, mais preocupados com o perigo que representava o cristianismo para seus negócios que com a ameaça possível ao culto de Diana (Atos 19.27), é uma chave para a compreensão da reação daqueles cujos interesses do “ganha-pão” estavam ameaçados pelo avanço do cristianismo. Sacerdotes, fabricantes de ídolos, videntes, pintores, arquitetos e escultores dificilmente se entusiasmariam com uma religião que ameaçasse seus meios de sustento.

 

O Cristianismo Através dos Séculos – Uma História da Igreja Cristã, capítulo 7.

 

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Published in: on março 18, 2009 at 12:06 am  Deixe um comentário  

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