ERROS TEÓLOGICOS

Certas doutrinas surgem como interpretações equivocadas ou ênfases exageradas em resolver os problemas do cristianismo ou mesmo como movimentos de protestos. Prejudicam, entretanto, o cristianismo, uma vez que a energia que poderia ser gasta na obra de evangelização tem de ser dirigida para a tarefa de refutar estes erros. O Montanismo é um exemplo disto.

 

O MONTANISMO

O montanismo surgiu na Frigia em 155 como uma tentativa da parte de Montano em resolver os problemas de formalismo (chamados cultos frios sem poder – nota do digitador) na Igreja e a dependência da Igreja da liderança humana quando deveria depender do Espírito Santo. Esta tentativa de combater o formalismo e a organização humana levou-o a reafirmar as doutrinas do Espírito Santo e da Segunda Vinda. Infelizmente, como geralmente acontece em movimentos desta natureza, ele caiu para o extremo oposto e concebeu fanáticas e equivocadas interpretações da Bíblia.

 

No desenvolvimento de sua doutrina peculiar acerca da inspiração, Montano concebeu-a como imediata e contínua e se colocou a si mesmo como parácleto ou advogado através de quem o Espírito Santo falava à Igreja, do mesmo modo que falara através de Paulo e dos outros apóstolos. Montano tinha uma escatologia extravagante. Cria que o reino celestial de Cristo seria instaurado brevemente em Pepuza, na Frigia, e que nele teria um papel de proeminência. Para que estivessem preparados para aquele acontecimento, ele e seus seguidores praticavam um rigoroso ascetismo. Não se permitia novo casamento se um dos cônjuges morresse; muitos jejuns deviam ser feitos; a alimentação ser frugal.

 

A Igreja reagiu a essas extravagâncias, condenando o movimento. O Concílio de Constantinopla, em 381, declarou que os montanistas deviam ser olhados como pagãos. No entanto, Tertuliano, um dos maiores Pais da Igreja, atendeu aos apelos do grupo e tornou-se montanista. O movimento foi muito forte em Cartago e no oriente. O montanismo representou o protesto perene suscitado dentro da Igreja quando se aumenta a força da instituição e se diminui a dependência do Espírito de Deus. Infelizmente, estes movimentos geralmente se afastam da Bíblia, entusiasmados que ficam pela reforma que desejam. O movimento monatnista foi e é aviso que a Igreja não esqueça que a organização e a doutrina não podem ser separadas da satisfação do lado emocional danatureza do homem e do anseio humano por um contato espiritual imediato com Deus.

 

 

O Cristianismo Através dos Séculos – Uma História da Igreja Cristã, capítulo 8.

 

 

 

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Published in: on março 20, 2009 at 12:24 am  Deixe um comentário  

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