O MURO: UM PAIS EM QUESTÃO

A imprensa adora manchetes. Parece mesmo que jornalistas, apresentadores, donos de jornal e emissoras estudam mais impactar seu publico com manchetes do que com a explicação delas. A explicação fica sempre limitada a palavras e imagens que mais causam sentimentos que idéias que estabelecem fatos verdadeiros.

A imprensa andava às voltas mancheteando que Israel havia construído um muro para segregar inofensivos pobres povos vizinhos. O que mais se destacava era a manchete do tão desgraçado muro que separava pobres povos que queriam viver em paz, mas Israel não os permitia. O discurso que faço aqui não estava nas manchetes, mas era o que se depreendia das imagens sofridas e das palavras adocicadas pronunciadas com rostos tristes e ora sisudos contra Israel quando este contra atacava depois é, claro, de ser atacado. Se não seria contra atacava. Seria atacava.

Os comentadores (comentaristas), repórteres e apresentadores não diziam que o muro diminui e muito os ataques a escolas, casas e instituições judaicas. Que o muro permitia a passagem das pessoas para trabalho e outros negócios seus. Que os povos vizinhos que vivem em Israel são bem tratados e coisas que o muro não proibiu.

A falta de informações precisas veja o que causou. O governo carioca quer construir um muro como barreira de contenção nas favelas do Rio de Janeiro. Muitos ouviram que se trata de um muro de segregação. Daquele tipo que imprensa falou que foi construído em Israel.

Eu espero realmente que a intenção do governo seja mesmo de o muro servir de ajuda e proteção. Porque se estabeleceu uma querela tão grande sob essa questão com especialistas com idéias as mais mirabolantes possíveis para acabar a imagem de um muro de segregação alegando que seria o mesmo o que aconteceu em Israel (aconteceu segundo a imprensa. Entenda-se). Numa pesquisa houve até um empate técnico sobre se era bom ou não construir o muro tudo porque agora muro é sinal de segregação.

Será que mediante o mal entendido não ficou a lição de que melhor do que manchetes é preciso oferecer à audiência explicações claras, não tendenciosas do que manchetes sensacionalistas?

* SEGUE ABAIXO MATÉRIA DA REVISTA VEJA

Rio A polêmica do muro na favela 18 de abril de 2009 O governo do estado do Rio de Janeiro decidiu erguer muros de três metros de altura nas favelas para impedir que os barracos avancem em direção à mata ou se dependurem em áreas de risco. O caso ganhou repercussão internacional. Surgiram comparações com os muros de Berlim e da Palestina, para ficar em apenas dois exemplos citados pelo escritor português José Saramago em seu blog. E disseminou-se a ideia estapafúrdia de que as favelas seriam integralmente cercadas, ganhando feições de cidadela medieval. O suplemento de turismo do jornal espanhol El País chegou a publicar que os muros têm por objetivo esconder as favelas, e uma jornalista francesa procurou assessores do governo para saber que tamanho teriam os portões de acesso aos morros. Houve quem se preocupasse com o aspecto mais formal da história, defendendo a substituição dos muros por cercas-vivas, e estabeleceu-se uma celeuma em torno de que espécie de planta seria mais adequada para essa finalidade. Nesse campo fértil para desvarios, a discussão ganhou um viés ideológico que desviou a questão de seu foco principal: a necessidade de se conter o avanço das favelas. Pesquisa do instituto Datafolha divulgada na semana passada mostrou que os cariocas entenderam muito bem a ideia central da empreitada. A maioria (60%) não caiu na esparrela de que objetivo do muro é separar ricos e pobres. E 51% dos entrevistados de menor poder aquisitivo aprovam o muro, enquanto no resultado geral 47% são a favor do projeto, e 44%, contra – um empate técnico, por conta da margem de erro. Na primeira etapa do projeto, estão previstos 14,6 quilômetros de muros – pouco mais do que a extensão da ponte Rio-Niterói – e serão contempladas 13 favelas. Para se ter uma ideia do trabalho que há pela frente, apenas 23 das quase 1.000 favelas do Rio têm regras para construção estabelecidas pela prefeitura. Felizmente, parece ter chegado a hora de começar a mudar essa triste realidade. Tanto a prefeitura do Rio quanto o governo estadual têm demonstrado coragem para enfrentar sem demagogia o grave problema das favelas. Diz o governador Sérgio Cabral: “Esse é o muro da inclusão, e não da segregação. Ele significa o fim da omissão do poder público.”

VISITE OS BLOGS DO PASTOR LUIZ FLOR

www.pulpito.blog.terra.com.br

www.poesiadegraca.blogspot.com

QUER FALAR COMIGO SOBRE MEUS TEXTOS? USE MEUS E-MAILS:

Luiz-flor@hotmail.com e luiz-pastorflor@hotmail.com

Published in: on abril 20, 2009 at 8:16 pm  Deixe um comentário  

The URI to TrackBack this entry is: https://luizflor.wordpress.com/2009/04/20/o-muro-um-pais-em-questao/trackback/

RSS feed for comments on this post.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: