QUAL A SUA CONDIÇÃO?

 ( ) Eu tive muitas oportunidades para crescer, aproveitei cada uma, por isso cresci.

( ) Em não tive muitas oportunidades para crescer, por isso não cresci.

Atos 19.1-7 nos remete ao ministério de João Batista. Multidões concorriam para ouvir a pregação desse poderoso homem de Deus.

João pregava arrependimento de uma vida pecaminosa e um batismo que confirmasse esse arrependimento. Mas João advertia a seus discípulos que Jesus faria algo mais especial __ daria o Espírito Santo àquele que o recebesse. Receber o Espírito Santo era a confirmação de pertencer exclusivamente a Deus.

Da multidão que ouvia João muitos eram de fora e voltavam para suas cidades natal. Quando se convertiam levavam consigo aquela fé primitiva no que João pregava. Assim essas pessoas não podiam realmente ir muito além da posição inicial (perdido para salvo), pois não tinham mais oportunidade de serem ensinados.

Atos 19.1-7 relata a história de um grupo de doze homens que haviam se convertido durante o ministério de João batista e que desde aquele dia não tiveram mais nenhum contato com a pregação bíblica. Eles eram da cidade de Éfeso.

Vejamos algumas características acerca deles além da que já mencionamos. 1. Humanamente falando eles foram achados ocasionalmente por Paulo (verso 1);

2. Ele ouviram sobre a promessa do Espírito Santo, mas nada sabiam acerca da vinda do Espírito Santo (versos 3-4);

 3. Quando tiveram a oportunidade de receberem uma melhor instrução não desprezaram a oportunidade de crescer além do nível inicial (verso 5);

4. Deus demonstrando Sua grande alegria com o desejo desses crentes de crescer deu a eles o Espírito Santo de maneira fenomenal (verso 6);

Mas agora veja as seguintes passagens bíblicas, que fala de pessoas que tendo abundantemente oportunidades de serem ensinados, até pessoalmente por Jesus Cristo, desprezaram a luz que estavam recebendo para a condenação eterna deles.

1. As cidades de Corazim, Betsaida e Cafarnaum (Mateus 11.20-24);

2. Pessoas que ouviam por ouvir (Mateus 13.10-15);

3. Pessoas que antes de ouvir já desprezavam as boas novas de salvação (Lucas 10.10-12);

4. Pessoas que desprezavam a repreensão para serem mais íntimos de Deus (Atos 8.52-60).

O que há de comum com esses das passagens acima? Todos eles foram para a condenação eterna por desprezarem o ensino da Palavra de Deus.

Se você já é um crente que professa ter recebido Jesus como Senhor e Salvador de sua vida, mas vem desprezando as oportunidades de crescimento por não vir regularmente à casa de Deus, não lendo a Escritura veja o que pode acontecer com você (Provérbios 1.24-32).

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Published in: on maio 9, 2009 at 5:48 pm  Deixe um comentário  

CHAMADOS PARA PREPARAR O CAMINHO DO SENHOR

Marcos 1.1-8

Os homens quando vão receber alguma grande autoridade fazem grande repercussão do fato. Cartazes, avisos em rádio e televisão, internet. Vão mais além convocando pessoas para organizar o evento, convida outras autoridades para prestigiar o ilustre visitante, organizam um refinado protocolo e contratam seguranças para manter a ordem no local da recepção. Tudo isso é mesmo necessário devido a importância do convidado.

 

Deus não agiu diferente quanto à vinda de seu filho Jesus ao mundo. Vejamos.

  1. Há cerca de 700 anos antes da vida de Jesus, Deus separou homens ilustres para anunciar a vinda de seu filho. Homens como o profeta Isaías (Marcos 1.1-3);
  2. Preparou um outro porta-voz muito importante para a ocasião a fim de que este fosse o precursor imediato. Deus curou a esterilidade de Isabel para trazer João Batista à vida para que esse preparasse o caminho para a chegada de Jesus (veja Lucas 1.5-25);
  3. Deus preparou o cenário para o nascimento de Jesus para conduzir seus pais ao lugar certo do nascimento, como também na escolha desses pais adotivos (veja Lucas 1.26-36; 2.1-20);
  4. Levantou Deus autoridades para vir de longe prestigiar ao filho quando de seu nascimento com presentes valiosos (veja Mateus 2.1-12);
  5. Deus usou pessoas santas para exaltarem o filho e dele falar quando de Sua chegada (veja Lucas 2.21-38);
  6. Pessoas simples como pastores avisados por miríades de anjos fizeram uma grande festa para Jesus durante a madrugada (veja Lucas 2.8-20).

O mais ilustre porta-vos para preparar o caminho do Senhor Jesus era um homem de hábitos diferentes. Comia, vestia e morava diferente (Marcos 1.4,6). Esse não era um fato desconexo. Deus fez isso a propósito para insinuar ao povo que a maior preocupação de João Batista não era consigo mesmo, mas com a missão de preparar o caminho para o Senhor.

João era determinado e pregava uma mensagem clara: se arrependam para receberem o salvador. Ele estava preparando o povo e autoridades para receber a mais ilustre vista que o mundo já teve (Marcos 1.4-5).

João era humilde. Reconhecia que a festa não era para ele mesmo. Ele sabia que não estava a altura do visitante e fazia tudo para não atrair a atenção para si, mas dirigir a atenção de todos para Jesus (Marcos 1.7-8).

João Batista foi chamado e cumpriu bem a sua missão. Dentro da graça e poder que Deus lhe concedeu ele fez muito para que Jesus fosse bem recebido. O efeito de seu trabalho durou por longos anos.

O Senhor Jesus cumpriu a missão a que veio: morrer na cruz para proporcionar por seu sacrifício salvação a todos os homens. Morreu e ressuscitou e avisou que voltaria (João 14.1-3; Atos 1.11).

Para a sua segunda vinda Jesus comissionou outros para preparar novamente o seu caminho. Esse somos nós. As multidões estão cheia de pecado como estavam no tempo de João Batista. Estão presas ao poder de Satanás. Somos nós que temos que levar até elas as boas novas que liberta. 

Você está fazendo a sua parte como João Batista fez a dele? Se não está comece logo se você ama a Deus e honra Jesus. Se você é grato por Deus através de Jesus tê-lo tirado das trevas e o colocado na vida. Você é o melhor de Deus como João Batista o era em seu tempo. O poder e a graça de Deus estão com você para realizar a tarefa.

Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura, para lhes abrir os olhos e convertê-los das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles a remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em Jesus (Marcos 16.15 combinado com Atos 26.18) é o que impera sobre nós.

 

Levante-se e cumpra sua missão!

 

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Published in: on maio 8, 2009 at 2:46 am  Deixe um comentário  

O profeta da desesperança e o profeta da esperança

 

 
Ambos são europeus e octogenários. José Saramago, 86 anos, é escritor e vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1998. Jürgen Moltmann, 82, é teólogo e um dos maiores pensadores cristãos da atualidade. Os dois estiveram no Brasil no final de 2008. O primeiro recebeu uma homenagem da Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro, e participou de uma sabatina da “Folha de São Paulo”. O segundo recebeu o título de Doutor “Honoris Causa” na Universidade Metodista, em São Bernardo do Campo, SP. A maior diferença entre os dois ilustres visitantes é que o português José Saramago é o profeta da desesperança e o alemão Jürgen Moltmann é o profeta da esperança.

No debate realizado no dia 28 de novembro no Teatro Folha, Saramago fez sua pública profissão de fé: “Não quero ofender ninguém, mas Deus simplesmente não existe, salvo na cabeça das pessoas, onde estão o Diabo, o mal e o bem. Inventamos Deus porque tínhamos medo de morrer, acreditávamos que talvez houvesse uma segunda vida”. Apesar da idade avançada e de ter ficado internado num hospital recentemente, entre a vida e a morte, o escritor não atribui a sua sobrevivência a Deus: “Quem me salvou foram os médicos e a minha mulher”. E para provocar os que têm fé, repetiu a velha zombaria de todos os céticos: “E Deus se esqueceu de Santa Catarina?” Na mesma ocasião, Saramago afirmou que a Bíblia “não é um livro que se possa deixar nas mãos de um inocente,” pois “só tem maus conselhos, assassinatos, incestos…”.

Em compensação, Jürgen Moltmann, que começou a se interessar seriamente pela teologia aos 22 anos em um campo de prisioneiros de guerra na Escócia, afirma em seu livro “Vida, Esperança e Justiça — um testemunho teológico para a América Latina” que, “quando morremos, sabemos que do outro lado da margem do rio está Jesus” e “ele nos espera para a festa da vida eterna”.

Moltmann é a maior autoridade na área de esperança cristã graças aos seus estudos e livros. Para ele a base da esperança é Jesus Cristo. Basta ler o que escreve em “Teologia da Esperança”:

“Sem o conhecimento de Cristo pela fé, a esperança se torna uma utopia que paira em pleno ar; sem a esperança, entretanto, a fé decai, torna-se fé pequena e finalmente morta. Por meio da fé, o homem entra no caminho da verdadeira vida, não somente a esperança o conserva neste caminho. Desta forma a fé em Cristo transforma a esperança em confiança e certeza; e a esperança torna a fé em Cristo ampla e lhe dá vida”.

Em 1948, o jovem Moltmann teve que confrontar um problema muito mais complexo que as chuvas e as enchentes de Santa Catarina. A grande pergunta da época era “como se pode falar de Deus depois de Auschwitz?”. Num relato autobiográfico, o profeta da esperança conta: “Nos campos na Bélgica e na Escócia experimentei o colapso das minhas certezas, e neste colapso encontrei uma nova esperança na vida cristã”. A partir de então, Moltmann começou a se perguntar: “Como se pode não falar de Deus depois de Auschwitz?”.

Ao conceder o título de Doutor “Honoris Causa” a Jürgen Moltmann no dia do aniversário da Reforma Protestante (31 de outubro de 2008), a Universidade Metodista de São Bernardo do Campo prestou uma homenagem muito justa ao arauto da esperança.

FONTE: REVISTA ULTIMATO JOVEM, EDIÇÃO 317

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Published in: on maio 8, 2009 at 1:46 am  Deixe um comentário  

O Recurso do Grito

 
hommmmmmmmmmNo capítulo 7 de Romanos, Paulo exerce os papéis de psicanalista e paciente ao mesmo tempo. Diante de certas dificuldades éticas e pessoais, profundas e continuadas, quase desesperadoras, Paulo assenta-se no divã e tenta conhecer-se a si próprio. Ele quer saber por que é tão contraditório, por que oscila tanto entre o bem e o mal, por que tem mais facilidade na desobediência do que na obediência. Nesse autoexame, o apóstolo descobre, em sua própria história, os estragos provocados pela queda do homem. Ele sabe que o problema não é só dele, mas de todo ser humano. Todavia, a princípio, Paulo fala de si mesmo e não dos outros. As conclusões a que chega revelam um diagnóstico sombrio da natureza humana:

Sou um ser “humano e fraco”, pois fui vendido ao pecado (v. 14).

Sou uma pessoa “contraditória”, pois não faço o que gostaria de fazer, mas o que odeio (v. 15).

Sou um “inveterado pecador”, pois o mal e não o bem vive em mim (v. 17-18).

Sou um “fracassado”, pois não consigo fazer o bem, mesmo que o queira (v. 18).

Sou uma pessoa “dividida”, pois sofro a influência da lei de Deus e da lei do pecado (v. 23).

Sou um “infeliz”, pois a lei do pecado tem prevalecido e me feito seu prisioneiro (v. 24).

Sou um “necessitado”, pois preciso de alguém que me liberte da tara pecaminosa que habita em mim (v. 24).

Essa autoanálise não é nem pessimista nem fatalista, muito menos derrotista. Não é de forma alguma um atestado de óbito ou o fim do caminho. Em vez disso, ela é uma ponte que leva o apóstolo para outro lugar, outra situação, outra história. Com o diagnóstico em mãos, Paulo se dá por vencido, grita, clama por socorro e se pergunta: “Quem é que me livrará da minha escravidão a essa mortífera natureza inferior?” (v. 24, BV). Ele está simplesmente repetindo a oração que os judeus faziam quando subiam as montanhas em direção a Jerusalém: “Levanto os meus olhos para os montes e pergunto: De onde me vem o socorro?” (Sl 121.1). A autoanálise conduz o apóstolo ao Salvador e ele termina o famoso capítulo não com o drama do pecado, mas com ações de graça: “Deus seja louvado, pois ele fará isso [livrar-me da lei do pecado] por meio do nosso Senhor Jesus Cristo!” (v. 25, NTLH).

Se Romanos 7 retrata a capitulação, o capítulo seguinte retrata a vitória: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8.31). Entre um e outro está o Senhor Jesus Cristo! E para sair do primeiro em direção ao segundo, temos o recurso do pedido honesto de socorro a quem de direito!

 

FONTE: REVISTA ULTIMATO JOVEM, EDIÇÃO 317

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Published in: on maio 8, 2009 at 1:12 am  Deixe um comentário  

A natureza humana

Natureza Humana

Natureza Humana

 
A expressão “natureza humana” aparece dez vezes nos dezessete primeiros versos de Romanos 8, na Nova Tradução na Linguagem de Hoje. Essas palavras referem-se aos pendores naturais do ser humano — como ele vive, age, reage e se comporta em qualquer lugar, tempo, etnia (ou raça) e cultura.

Há anos várias ciências estudam a natureza humana — a antropologia, a biologia, a psicologia, a sociologia, a filosofia, a teologia, a linguística –, cada uma com suas próprias explicações, respostas e conclusões.

Cientistas, escritores, artistas, jornalistas e religiosos — todos referem-se à natureza humana, pois ela é sempre estranha, confusa e preocupante. Deixada à vontade, ela é capaz de causar grandes estragos, quase sempre irreversíveis. A obrigação imposta por Jesus Cristo de negar-se a si mesmo é o único dique capaz de barrar os impulsos negativos da natureza humana (Mc 8.34).

Em última análise, a natureza humana é responsável por todas as desgraças que têm assolado a sociedade, desde a incorrigível injustiça social até a sucessão interminável de conflitos bélicos. Ela explica também o feminicídio, “termo cunhado para denominar a eliminação sistemática de mulheres”. O mais constrangedor é que, conforme a Organização Mundial de Saúde, 70% das mulheres assassinadas são vítimas de seus próprios companheiros.

É a natureza humana indomável que explica tanto o que aconteceu em Joaçaba, SC, como o que aconteceu em Viçosa, MG, em outubro de 2008. No primeiro caso, dois jovens de 18 anos e um de 16 estupraram uma menina de 15. Eles filmaram o ocorrido e divulgaram as imagens pela internet. No segundo caso, um idoso de 74 anos estuprou uma menina de 10 e manteve contatos voluptuosos com outra de 9. A natureza humana negativa está presente tanto em jovens quanto em idosos, tanto em famílias de classe média (caso dos rapazes de Joaçaba) quanto nas de classe pobre (caso do aposentado de Viçosa). São esses acontecimentos que levam certas pessoas a pôr a mão na ferida humana.

Em entrevista à “Folha de São Paulo”, o psicanalista britânico Adam Phillips disse que “pessoas que parecem normais podem ser mais loucas que os loucos”. O jornalista Lúcio Sant’Ana propõe: “Independentemente da teoria mais correta, certo é que o homem, em qualquer tempo, é mau por natureza. É um predador que apenas entende de valorizar suas vontades e desejos. Como centro de um microuniverso, o homem persegue suas ambições e não encontra limites para elas”.

No que diz respeito à natureza humana, nenhuma análise é mais esclarecedora e lúcida que a da teologia. Ela trata do assunto de forma ampla. A natureza humana está contaminada e dominada pelo mal, embora não tenha perdido por completo alguns lampejos do bem. O ser humano foi criado santo por Deus, mas caiu dessa posição com o pecado de Adão: “Por meio da desobediência de um só homem muitos foram feitos pecadores” (Rm 5.19). O primeiro pecado afetou toda a raça humana. Imediatamente após a queda, houve inveja, ciúme, raiva, orgulho, violência, mentira e insolência, estranha bagagem que todos carregamos dentro de nós e que só não sairá de lá se trancarmos todas as portas, de modo decisivo e contínuo. Pelo menos os cristãos têm a obrigação de não viverem de acordo com sua natureza humana. Eles precisam viver de acordo com o Espírito de Deus, que habita neles (Rm 8.13).

 

FONTE: REVISTA ULTIMATO JOVEM, EDIÇÃO 317

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Published in: on maio 8, 2009 at 12:51 am  Deixe um comentário  

A INSENSATEZ DA IDOLATRIA SEGUNDO O PROFETA ISAÍAS

 

Não é à toa que Deus por meio de Sua Palavra, a Bíblia Sagrada insista tanto em dizer que a idolatria é um erro grave contra a soberania de Deus. Além do mais, a idolatria prova ser uma insensatez por parte de quem a pratica, pois a criatura mais nobre criada por Deus, o homem, se submete a coisa que ele domina como objeto de adoração. Adoração e reconhecimento devido unicamente a Deus criador e soberano em todo o universo de onde vem nossa existência, manutenção e tudo o que nos é necessário para manter-nos vivos. 

Quero deixar que vocês, caros leitores analisem o que digo nas próprias palavras do nobre profeta Isaías no capítulo 44: 9-20.

Todos os artífices de imagens de escultura são vaidade, e as suas coisas mais desejáveis são de nenhum préstimo; e suas próprias testemunhas, nada vêem nem entendem para que sejam envergonhados. Quem forma um deus, e funde uma imagem de escultura, que é de nenhum préstimo? Eis que todos os seus companheiros ficarão confundidos, pois os mesmos artífices não passam de homens; ajuntem-se todos, e levantem-se; assombrar-se-ão, e serão juntamente confundidos. O ferreiro, com a tenaz, trabalha nas brasas, e o forma com martelos, e o lavra com a força do seu braço; ele tem fome e a sua força enfraquece, e não bebe água, e desfalece. O carpinteiro estende a régua, desenha-o com uma linha, aplaina-o com a plaina, e traça-o com o compasso; e o faz à semelhança de um homem, segundo a forma de um homem, para ficar em casa. Quando corta para si cedros, toma, também, o cipreste e o carvalho; assim escolhe dentre as árvores do bosque; planta um olmeiro, e a chuva o faz crescer. Então serve ao homem para queimar; e toma deles, e se aquenta, e os acende, e coze o pão; também faz um deus, e se prostra diante dele; também fabrica uma imagem de escultura, e ajoelha-se diante dela. Metade dele queima no fogo, com a outra metade prepara a carne para comer, assa-a e farta-se dela; também se aquenta, e diz: Ora já me aquentei, já vi o fogo. Então do resto faz um deus, uma imagem de escultura; ajoelha-se diante dela, e se inclina, e roga-lhe, e diz: Livra-me, porquanto tu és o meu deus. Nada sabem, nem entendem; porque tapou os olhos para que não vejam, e os seus corações para que não entendam. E nenhum deles cai em si, e já não têm conhecimento nem entendimento para dizer: Metade queimei no fogo, e cozi pão sobre as suas brasas, assei sobre elas carne, e a comi; e faria eu do resto uma abominação? Ajoelhar-me-ei ao que saiu de uma árvore? Apascenta-se de cinza; o seu coração enganado o desviou, de maneira que já não pode livrar a sua alma, nem dizer: Porventura não há uma mentira na minha mão direita?

A essa dura reprimenda do profeta Isaías some-se outra tão grave saída da boca de Deus e registrada pela pena de um salmista do livro bíblico dos salmos.

Salmo 115.2-8

 

Porque dirão os gentios: Onde está o seu Deus? Mas o nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe agradou. Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca, mas não falam; olhos têm, mas não vêem. Têm ouvidos, mas não ouvem; narizes têm, mas não cheiram. Têm mãos, mas não apalpam; pés têm, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta. A eles se tornem semelhantes os que os fazem, assim como todos os que neles confiam.

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Published in: on maio 5, 2009 at 10:09 am  Deixe um comentário  

A PREDOMINÂNCIA DO BISPO ROMANO

 

 (A origem e desenvolvimento do poder papal na Igreja Católica Romana)

 

Entre 313 e 590, a Igreja Católica Antiga, em que cada bispo era um igual, tornou-se a Igreja Católica Romana, em que o bispo de Roma tinha supremacia sobre os outros bispos. O ritual da Igreja tornou-se também mais sofisticado. A Igreja Católica Romana reflete, em suas estruturas e leis canônicas, a Roma Imperial.

 

Na Igreja primitiva, o bispo era considerado um dos muitos iguais entre si em posição, autoridade e função. No período compreendido entre 313 e 590, o bispo romano passou a ser reconhecido como o primeiro entre os iguais. A partir, porém, da ascensão de Leão I ao trono episcopal em 440, o bispo romano começos a reivindicar a supremacia sobre os outros bispos. A necessidade da eficiência e de uma melhor coordenação gerou naturalmente a centralização do poder. O bispo era também considerado como o penhor da doutrina ortodoxa. Além do mais, alguns dos bispos romanos deste período eram homens jovens que não deixavam passar nenhuma oportunidade que pudesse aumentar o seu poder.

 

Os acontecimentos históricos desta época cooperaram para intensificar a reputação do bispo de Roma. Roma era o centro tradicional de autoridade para o mundo romano durante meio milênio e era a maior cidade do Ocidente. Depois que Constantino transferiu a capital do Império para Constantinopla em 330, o centro de gravidade política oscilou de Roma para essa cidade. Isto deixou o bispo romano como a única pessoa forte de Roma durante muito tempo; o povo dessa região passou a olhá-lo como o líder temporal e espiritual caso uma crise lhe sobreviesse. Foi ele a força que, durante o saque de Roma em 410 por Alarico e seus seguidores visigodos, com sua hábil diplomacia, conseguiu salvar a cidade do fogo. Em Constantinopla, o Imperador parecia estar distante de Roma e de seus problemas, mas o bispo, por sua proximidade, era o único que podia exercer um poder efetivo na solução de crises políticas e espirituais. Quando o trono imperial no Ocidente caiu nas mãos dos bárbaros depois de 467, e outras cidades italianas se tornaram a sede do poder temporal, o povo da Itália via o bispo romano como a liderança política e espiritual.

 

Grandes teólogos como Cipriano, Tertuliano e Agostinho foram figuras de destaque da Igreja Ocidental que estiveram sob a liderança do bispo de Roma. O senhorio do bispo não teve que enfrentar problemas, como polêmicas heréticas que dividiram o Oriente, como é o caso do arianismo. Ademais, o bispo de Roma convocava sínodos em que conseguia manter uma posição que ficaria estabelecida como a posição ortodoxa.

 

A eficiente obra missionária dos monges leais a Roma também fortaleceu a autoridade do bispo romano. Clóvis, o líder dos francos, foi convertido ao cristianismo em 496 e tornou-se um grande defensor da autoridade do bispo de Roma. Gregório I enviou Agostinho à Inglaterra; este monge, junto com os seus sucessores, conseguiu trazer a Bretanha de volta ao seio de Roma. Onde quer que fossem os monges missionários insistiam junto aos seus convertidos para que obedecessem ao bispo de Roma.

 

Leão I (400-c.461), que ocupou i trono episcopal entre 440 e 46, foi o mais hábil ocupante da cadeira antes de Gregório I (c.540-604) que a assumiu em 590. Sua capacidade deu-lhe o título de “grande”. Ele usou muito o título papas, de onde vem a nossa palavra “papa”. Em 452, conseguiu persuadir Átila o Huno a deixar a cidade de Roma. Novamente em 455, quando Genserico e seus seguidores vândalos do norte da África chegaram para saquear Roma, Leão persuadiu-os a isentar a cidade do fogo e da pilhagem; ele teve que concordar, entretanto, que a cidade fosse entregue por duas semanas para ser saqueada pelos vândalos. Genserico manteve sua palavra, e os romanos viram em Leão aquele que salvara a cidade da destruição completa. Sua posição foi ainda mais fortalecida quando Valentino III reconheceu sua supremacia espiritual no Ocidente através de um edito promulgado em 445. Leão sustentava que as apelações das cortes eclesiásticas de bispos deviam, ser levadas à sua corte e que as decisões seriam definitivas. Ele definiu a ortodoxia em seu trono e escreveu contra a heresia dos maniqueus e donatistas. Mesmo não considerando Leão o primeiro papa, é legítimo dizer que ele pretendeu e exerceu o poder mais do que muitos ocupantes posteriores do bispado de Roma. Gelásio I, papa de 492 a 496, escreveu em 494 que Deus dera ao paca e ao rei os poderes sacro e secular. Porque o papa tinha de prestar contas a Deus no dia do Julgamento, pelo rei, o poder papal era mais importante que o poder real. É possível que este poderio tenha sido útil neste primeiro período do relacionamento com os bárbaros, mas levou, mais tarde, à corrupção dentro da própria Igreja Romana.

 

 

O Cristianismo Através dos Séculos – Uma História da Igreja Cristã, capítulo 15.

 

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Published in: on maio 5, 2009 at 9:45 am  Deixe um comentário  

PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DA LITURGIA

(a origem do culto aos santos, a veneração de Maria e as doutrinas em relação a ela, e a origem dos sacramentos).

A influência dos bárbaros e o crescimento do poder episcopal provocaram também mudança no culto da Igreja. Para que os bárbaros, acostumados com culto a imagens, pudessem ser realmente assistidos pela Igreja, muitos líderes eclesiásticos entenderam ser necessário materializar a liturgia para tornar Deus mais acessível a estes fiéis. A veneração de anjos, santos, relíquias, imagens e estátuas foi uma conseqüência lógica deste procedimento. A intimidade com o estado monárquico também determinou uma mudança no culto, passando-se de um forma democrática simples para outra mais aristocrática e colorida de liturgia, com uma clara distinção entre o clero e o laicato.

O domingo tornou-se o dia principal do calendário eclesiástico depois que Constantino estabeleceu que este seria o dia de culto cívico e religioso. A festa do Natal tornou-se uma prática regular em meados do século IV, adotando-se a data de Dezembro anteriormente usada pelos adoradores de Mitra. A festa da Epifania, que comemorava a visita dos magos a Cristo, entrou também para o calendário da Igreja. Acréscimos do ano judaico, de narrativas dos Evangelhos e da vida dos santos mártires propiciaram uma expansão constante do número de dias santos, no calendário eclesiástico.

Aumentou também o número de cerimônias que passariam a ter funções sacramentais. Agostinho entendia que o casamento devia ser considerado como um sacramento. Cipriano sustentava que a penitência era algo à vida cristã. Com o alargamento do fosso entre o clero e o laicato, foi necessário interpretar a ordenação à luz do sacramento. Por volta de 400, a confirmação e a extrema-unção tornaram-se funções cm valor sacramental. A antiga formulação teológica acerca da doutrina do pecado original contribuiu para aumentar a importância do batismo infantil. No começo do século III, Cipriano considerava o batismo infantil um fato aceito. Agostinho também enfatizou a importância do batismo. A Ceia do Senhor ocupava lugar central no pensamento do fiel e na ordem da liturgia. Começava, então, o seu processo de tornar-se um sacrifício e sacramento. Cipriano achava que o sacerdote agia no lugar de Cristo na Ceia e que ele oferecia “um sacrifício verdadeiro e pleno a Deus, o Pai”. O Cânon da Missa, que Gregório I alterou profundamente, enfatizava a natureza sacrificial do culto da comunhão. Ao final do século VI, todos os sete atos que a Igreja Católica Romana considera sacramentos estavam em uso e ocupavam uma elevada posição no culto. O sacerdotalismo, a crença de que a substância da ordenança se torna eficaz através da celebração sacerdotal ganhou terreno seguro. Aguçava-se cada vez mais a separação entre o clero e o laicato.

A veneração a Maria, mãe de Jesus, desenvolveu-se rapidamente por volta de 590, e levou à adoção das doutrinas de sua imaculada conceição, em 1854, e de sua assunção miraculosa aos céus, em 1950. A interpretação equivocada da Bíblia e a série de milagres atribuídos a Maria nos evangelhos apócrifos forjaram uma grande reverência por ela. O nestorianismo e outras controvérsias cristológicas do quarto século acabaram na sua aceitação como “Mãe de Deus”, dando um lugar de honra especial a ela na liturgia.

Clemente, Jerônimo e Tertuliano tinham creditado uma virgindade eterna a Maria. Agostinho cria que a mãe de Cristo sem pecado jamais cometera pecado. O monasticismo, com sua ênfase sobre a virgindade, fortaleceu a idéia de veneração a Maria. Estas e outras considerações levaram a Igreja Romana a lhe dar uma honra especial. Aquilo que de início era apenas um reconhecimento de sua posição elevada como mãe de Cristo logo transformou-se numa crença em seus poderes intercessórios, por se pensar que o filho ficaria alegre por ouvir os pedidos de Sua mãe.

A oração de Efraim Sírio (c.306-c.373) é o primeiro momento de uma invocação formal a Maria. Em meados do século V, ela foi colocada como a principal de todos os santos. Festas ligadas a seu nome brotaram no século V. As principais era a festa da Anunciação (em 25 de março), que comemorava o anúncio dos anjos ao nascimento de um filho a ela; a Candelária (2 de fevereiro), que celebrava a sua purificação após o nascimento de Cristo, e a Assunção (15 de agosto), que a assumia como tendo ascendido aos céus sem morrer. No século VI, Justiniano pediu a sua intercessão em favor de seu império. Em 590, ocupava ela uma posição singular no culto da Igreja Romana.

A veneração dos santos surgiu do desejo natural da Igreja em honrar aqueles que tinham sido mártires nos dias em que fora tão duramente perseguida pelo estado. Ademais, os pagãos estavam acostumados à veneração de seus heróis; quando muitos deles vieram para a Igreja, pareceu-lhes natural substituir os seus heróis pelos santos e lhes dar um status de semi-divindade. Até 300,a celebração em túmulos constava apenas de orações para descanso da alma do santo, mas em 590 a oração por eles tinha se tornado por intermédio deles. Igrejas e capelas foram construídas sobre estes túmulos; festas relacionadas à sua morte obtiveram um lugar no calendário eclesiástico; lendas de milagres atribuídos a eles disseminaram-se rapidamente. O comércio de relíquias, como cadáveres, dentes, cabelos ou ossos, tornou-se um problema tão grave que foi proibido em 381.

O uso de imagens e esculturas no culto propagou-se rapidamente na proporção em que mais e mais bárbaros entravam para a Igreja. Para estes adoradores, essas imagens materializavam a realidade invisível da divindade. Tinham elas também uma função decorativa no embelezamento da Igreja. Os pais da Igreja procuraram fazer a distinção entre a devoção a estas imagens, que era parte da liturgia, e o culto a Deus; duvida-se, porém, que esta sutil distinção tenha evitado que o fiel comum oferecesse a elas culto que os pais reservaram a Deus somente.

Ações de graças ou procissões de penitência tornaram-se parte do culto a partir de 313. Peregrinações, primeiro à Palestina e depois às tumbas de santos famosos tornaram-se comuns. A mãe de Constantino, Helena, visitou a Palestina em 326 e disse ter encontrado a verdadeira cruz.

A ajuda do governo e a liberdade de culto sob Constantino levaram a uma ampla construção de templos. Os cristãos tomaram de empréstimo o tipo de arquitetura basílica aos romanos que a criaram para seus edifícios públicos dedicados ao negócio os às diversões. A basílica era uma grande construção retangular em forma de cruz com um pórtico na parte ocidental para os não-batizados, uma nave para os batizados e uma capela na parte oriental onde o coro, os sacerdotes e no caso de ser uma catedral, o bispo participava do culto. Esta capela geralmente era separada da nave por um biombo de ferro.

O cântico na igreja era de início regido por um líder q quem o povo respondia. O cântico antifonal, em que dois coros separados cantam alternadamente, desenvolveu-se na Antioquia. Ambrósio introduziu esta prática em Milão, de onde se espalhou para a Igreja ocidental.

Este também foi um período de grande pregadores. Ambrósio no Ocidente e Crisóstomo no Oriente foram os pregadores mais brilhantes. Até esta época, esses pregadores não usavam vestes especiais, que só surgiram quando o clero passou a manter para serviços eclesiásticos as indumentárias de tipo romano, cujo uso foi abandonado pelo povo.

Durante este período surgiram uma hierarquia sacerdotal especial sob a liderança de um bispo romano, a tendência a aumentar o número de sacramentos e torná-los os meios principais da graça, além dos movimentos em prol da organização da liturgia. Estas coisas serviram para colocar os fundamentos da Igreja Católica Romana medieval.

O Cristianismo Através dos Séculos – Uma História da Igreja Crsitã, capítulo 15

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Published in: on maio 5, 2009 at 8:51 am  Deixe um comentário  

O CRISTIANISMO NOS CLAUSTROS

Através dos tempos, algumas pessoas tem renunciado à vida social em época de crise e se retirado para a solidão a fim de operar sua própria salvação fora da sociedade que julgavam decadente e arruinada. No período da gradual decadência interna do Império Romano, o monasticismo exerceu um forte apelo para muitos que prontamente renunciaram a sociedade em favor do claustro. Este movimento tem suas origens no século IV, quando leigos em número cada vez maior começaram a se ausentar do mundo. Ai final do século VI, o monasticismo tinha fundas raízes na Igreja ocidental e oriental. Um segundo período de grandeza do monasticismo ocorreu por ocasião das reformas monásticas dos séculos X e XI. A era dos frades no século XIII constitui um terceiro período. O surgimento dos Jesuítas na Contra-Reforma do século XVI constitui o período final em que o monasticismo atingiu profundamente a Igreja. O movimento exerce até hoje um importante papel na vida da Igreja Católica Romana.

 

Os mosteiros eram um refúgio para os que se isolavam da sociedade e precisavam de ajuda. Os que necessitavam de hospitalização geralmente eram bem cuidados no mosteiro. Os viajantes cansados podiam estar certos de alimentação e repouso no albergue do mosteiro. Aqueles que estivessem fartos do mundanismo de seus podiam encontrar no mosteiro um refúgio às preocupações da vida. Alguns dos maiores líderes da Igreja medieval, como Gregório VII (c.1033-1085) por exemplo, vieram dos mosteiros.

 

Em muitos casos também o monasticismo favoreceu o orgulho espiritual, com os monges tornando-se orgulhosos de seus atos ascéticos praticados em benefício de suas próprias almas. Como os mosteiros tornaram-se ricos, devido à frugalidade e propriedade em comum, o ócio, a avareza e a glutonaria campearam.

 

O monasticismo contribui para o rápido desenvolvimento de uma organização hierárquica centralizada na Igreja, isto porque os monges deviam obediência aos superiores que, por sua vez, obedeciam ao papa. Podemos lamentar estes desvios mas temos também de admirar as excelentes contribuições prestadas por esses monges à vida medieval.

 

 

O Cristianismo Através dos Séculos – Uma História da Igreja Cristã, capítulo14.

 

 

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Published in: on maio 3, 2009 at 6:36 pm  Deixe um comentário  

Agostinho versus Pelágio Para uma Análise do Modernismo de Nossos Dias

Para Pelágio todo homem é criado livre como Adão, tendo, portanto, capacidade de escolher entre o bem e o mal. Cada alma é uma criação individual de Deus, não herdando por isto a contaminação do pecado de Adão. A universalidade do pecado no mundo é explicada pela fraqueza da carne humana e não pela corrupção da vontade humana pelo pecado. O homem não herda o pecado original de seu primeiro pai, embora os pecados das pessoas da geração passada enfraqueçam a carne da geração atual, razão porque os pecados são cometidos, a menos que as vontades individuais cooperem com Deus no processo da salvação. A vontade humana é livre para cooperar com Deus na conquista da santidade e para poder usar os instrumentos da graça como a Bíblia, a razão e o exemplo de Cristo. Como não há pecado original, o batismo infantil não é um elemento essencial à salvação.

Agostinho (354-430), o grande bispo de Hipona, se opôs ao que le cria se uma negação da graça de Deus e afirmava que a regeneração é uma obra exclusiva do Espírito Santo. O homem foi feito originalmente à imagem de Deus e livre para escolher o bem e o mal, mas o pecado de Adão atingiu a todos os homens, porque Adão era o pai da raça. A vontade do homem está totalmente corrompida pela queda, razão porque ele pode ser considerado totalmente depravado e incapaz de usar a sua vontade no que diz respeito ao problema da salvação. Cria Agostinho que todos herdam o pecado através de Adão e que ninguém pode fugir ao pecado original. A vontade do homem é tão limitada que ele nada pode fazer por sua salvação. A salvação vem somente para os eleitos através da graça de Deus em Cristo. Deus pode revitalizar a vontade humana para que aceite a Graça que Ele oferece àquele que Ele elegeu para a salvação.

O problema levantado por Pelágio e Agostinho permanece perene na Igreja Cristã. O modernismo de nossos dias é apenas um ressurgimento da idéia pelagiana de que o homem pode realizar a salvação pela cooperação com a vontade divina através de seus próprios esforços. A questão reside em saber se o cristianismo é um problema de moral ou de religião, se da vontade livre do homem ou da graça de Deus, se de um desenvolvimento do caráter pela cultura ou pela conversão que torna possível este desenvolvimento, se matéria das forças racionais do homem ou da revelação de Deus. A Igreja esteve sempre mais próxima de Agostinho do que de Pelágio ou João Cassiano (propôs idéia semelhante à de Pelágio), embora as doutrinas da Igreja Medieval neste ponto sejam semelhantes ao semi-pelagianismo proposto por João Cassiano.

O Cristianismo Através dos Séculos – Uma História da Igreja Cristã, capítulo 12.

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Published in: on maio 3, 2009 at 5:49 pm  Deixe um comentário