A PREDOMINÂNCIA DO BISPO ROMANO

 

 (A origem e desenvolvimento do poder papal na Igreja Católica Romana)

 

Entre 313 e 590, a Igreja Católica Antiga, em que cada bispo era um igual, tornou-se a Igreja Católica Romana, em que o bispo de Roma tinha supremacia sobre os outros bispos. O ritual da Igreja tornou-se também mais sofisticado. A Igreja Católica Romana reflete, em suas estruturas e leis canônicas, a Roma Imperial.

 

Na Igreja primitiva, o bispo era considerado um dos muitos iguais entre si em posição, autoridade e função. No período compreendido entre 313 e 590, o bispo romano passou a ser reconhecido como o primeiro entre os iguais. A partir, porém, da ascensão de Leão I ao trono episcopal em 440, o bispo romano começos a reivindicar a supremacia sobre os outros bispos. A necessidade da eficiência e de uma melhor coordenação gerou naturalmente a centralização do poder. O bispo era também considerado como o penhor da doutrina ortodoxa. Além do mais, alguns dos bispos romanos deste período eram homens jovens que não deixavam passar nenhuma oportunidade que pudesse aumentar o seu poder.

 

Os acontecimentos históricos desta época cooperaram para intensificar a reputação do bispo de Roma. Roma era o centro tradicional de autoridade para o mundo romano durante meio milênio e era a maior cidade do Ocidente. Depois que Constantino transferiu a capital do Império para Constantinopla em 330, o centro de gravidade política oscilou de Roma para essa cidade. Isto deixou o bispo romano como a única pessoa forte de Roma durante muito tempo; o povo dessa região passou a olhá-lo como o líder temporal e espiritual caso uma crise lhe sobreviesse. Foi ele a força que, durante o saque de Roma em 410 por Alarico e seus seguidores visigodos, com sua hábil diplomacia, conseguiu salvar a cidade do fogo. Em Constantinopla, o Imperador parecia estar distante de Roma e de seus problemas, mas o bispo, por sua proximidade, era o único que podia exercer um poder efetivo na solução de crises políticas e espirituais. Quando o trono imperial no Ocidente caiu nas mãos dos bárbaros depois de 467, e outras cidades italianas se tornaram a sede do poder temporal, o povo da Itália via o bispo romano como a liderança política e espiritual.

 

Grandes teólogos como Cipriano, Tertuliano e Agostinho foram figuras de destaque da Igreja Ocidental que estiveram sob a liderança do bispo de Roma. O senhorio do bispo não teve que enfrentar problemas, como polêmicas heréticas que dividiram o Oriente, como é o caso do arianismo. Ademais, o bispo de Roma convocava sínodos em que conseguia manter uma posição que ficaria estabelecida como a posição ortodoxa.

 

A eficiente obra missionária dos monges leais a Roma também fortaleceu a autoridade do bispo romano. Clóvis, o líder dos francos, foi convertido ao cristianismo em 496 e tornou-se um grande defensor da autoridade do bispo de Roma. Gregório I enviou Agostinho à Inglaterra; este monge, junto com os seus sucessores, conseguiu trazer a Bretanha de volta ao seio de Roma. Onde quer que fossem os monges missionários insistiam junto aos seus convertidos para que obedecessem ao bispo de Roma.

 

Leão I (400-c.461), que ocupou i trono episcopal entre 440 e 46, foi o mais hábil ocupante da cadeira antes de Gregório I (c.540-604) que a assumiu em 590. Sua capacidade deu-lhe o título de “grande”. Ele usou muito o título papas, de onde vem a nossa palavra “papa”. Em 452, conseguiu persuadir Átila o Huno a deixar a cidade de Roma. Novamente em 455, quando Genserico e seus seguidores vândalos do norte da África chegaram para saquear Roma, Leão persuadiu-os a isentar a cidade do fogo e da pilhagem; ele teve que concordar, entretanto, que a cidade fosse entregue por duas semanas para ser saqueada pelos vândalos. Genserico manteve sua palavra, e os romanos viram em Leão aquele que salvara a cidade da destruição completa. Sua posição foi ainda mais fortalecida quando Valentino III reconheceu sua supremacia espiritual no Ocidente através de um edito promulgado em 445. Leão sustentava que as apelações das cortes eclesiásticas de bispos deviam, ser levadas à sua corte e que as decisões seriam definitivas. Ele definiu a ortodoxia em seu trono e escreveu contra a heresia dos maniqueus e donatistas. Mesmo não considerando Leão o primeiro papa, é legítimo dizer que ele pretendeu e exerceu o poder mais do que muitos ocupantes posteriores do bispado de Roma. Gelásio I, papa de 492 a 496, escreveu em 494 que Deus dera ao paca e ao rei os poderes sacro e secular. Porque o papa tinha de prestar contas a Deus no dia do Julgamento, pelo rei, o poder papal era mais importante que o poder real. É possível que este poderio tenha sido útil neste primeiro período do relacionamento com os bárbaros, mas levou, mais tarde, à corrupção dentro da própria Igreja Romana.

 

 

O Cristianismo Através dos Séculos – Uma História da Igreja Cristã, capítulo 15.

 

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Published in: on maio 5, 2009 at 9:45 am  Deixe um comentário  

PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DA LITURGIA

(a origem do culto aos santos, a veneração de Maria e as doutrinas em relação a ela, e a origem dos sacramentos).

A influência dos bárbaros e o crescimento do poder episcopal provocaram também mudança no culto da Igreja. Para que os bárbaros, acostumados com culto a imagens, pudessem ser realmente assistidos pela Igreja, muitos líderes eclesiásticos entenderam ser necessário materializar a liturgia para tornar Deus mais acessível a estes fiéis. A veneração de anjos, santos, relíquias, imagens e estátuas foi uma conseqüência lógica deste procedimento. A intimidade com o estado monárquico também determinou uma mudança no culto, passando-se de um forma democrática simples para outra mais aristocrática e colorida de liturgia, com uma clara distinção entre o clero e o laicato.

O domingo tornou-se o dia principal do calendário eclesiástico depois que Constantino estabeleceu que este seria o dia de culto cívico e religioso. A festa do Natal tornou-se uma prática regular em meados do século IV, adotando-se a data de Dezembro anteriormente usada pelos adoradores de Mitra. A festa da Epifania, que comemorava a visita dos magos a Cristo, entrou também para o calendário da Igreja. Acréscimos do ano judaico, de narrativas dos Evangelhos e da vida dos santos mártires propiciaram uma expansão constante do número de dias santos, no calendário eclesiástico.

Aumentou também o número de cerimônias que passariam a ter funções sacramentais. Agostinho entendia que o casamento devia ser considerado como um sacramento. Cipriano sustentava que a penitência era algo à vida cristã. Com o alargamento do fosso entre o clero e o laicato, foi necessário interpretar a ordenação à luz do sacramento. Por volta de 400, a confirmação e a extrema-unção tornaram-se funções cm valor sacramental. A antiga formulação teológica acerca da doutrina do pecado original contribuiu para aumentar a importância do batismo infantil. No começo do século III, Cipriano considerava o batismo infantil um fato aceito. Agostinho também enfatizou a importância do batismo. A Ceia do Senhor ocupava lugar central no pensamento do fiel e na ordem da liturgia. Começava, então, o seu processo de tornar-se um sacrifício e sacramento. Cipriano achava que o sacerdote agia no lugar de Cristo na Ceia e que ele oferecia “um sacrifício verdadeiro e pleno a Deus, o Pai”. O Cânon da Missa, que Gregório I alterou profundamente, enfatizava a natureza sacrificial do culto da comunhão. Ao final do século VI, todos os sete atos que a Igreja Católica Romana considera sacramentos estavam em uso e ocupavam uma elevada posição no culto. O sacerdotalismo, a crença de que a substância da ordenança se torna eficaz através da celebração sacerdotal ganhou terreno seguro. Aguçava-se cada vez mais a separação entre o clero e o laicato.

A veneração a Maria, mãe de Jesus, desenvolveu-se rapidamente por volta de 590, e levou à adoção das doutrinas de sua imaculada conceição, em 1854, e de sua assunção miraculosa aos céus, em 1950. A interpretação equivocada da Bíblia e a série de milagres atribuídos a Maria nos evangelhos apócrifos forjaram uma grande reverência por ela. O nestorianismo e outras controvérsias cristológicas do quarto século acabaram na sua aceitação como “Mãe de Deus”, dando um lugar de honra especial a ela na liturgia.

Clemente, Jerônimo e Tertuliano tinham creditado uma virgindade eterna a Maria. Agostinho cria que a mãe de Cristo sem pecado jamais cometera pecado. O monasticismo, com sua ênfase sobre a virgindade, fortaleceu a idéia de veneração a Maria. Estas e outras considerações levaram a Igreja Romana a lhe dar uma honra especial. Aquilo que de início era apenas um reconhecimento de sua posição elevada como mãe de Cristo logo transformou-se numa crença em seus poderes intercessórios, por se pensar que o filho ficaria alegre por ouvir os pedidos de Sua mãe.

A oração de Efraim Sírio (c.306-c.373) é o primeiro momento de uma invocação formal a Maria. Em meados do século V, ela foi colocada como a principal de todos os santos. Festas ligadas a seu nome brotaram no século V. As principais era a festa da Anunciação (em 25 de março), que comemorava o anúncio dos anjos ao nascimento de um filho a ela; a Candelária (2 de fevereiro), que celebrava a sua purificação após o nascimento de Cristo, e a Assunção (15 de agosto), que a assumia como tendo ascendido aos céus sem morrer. No século VI, Justiniano pediu a sua intercessão em favor de seu império. Em 590, ocupava ela uma posição singular no culto da Igreja Romana.

A veneração dos santos surgiu do desejo natural da Igreja em honrar aqueles que tinham sido mártires nos dias em que fora tão duramente perseguida pelo estado. Ademais, os pagãos estavam acostumados à veneração de seus heróis; quando muitos deles vieram para a Igreja, pareceu-lhes natural substituir os seus heróis pelos santos e lhes dar um status de semi-divindade. Até 300,a celebração em túmulos constava apenas de orações para descanso da alma do santo, mas em 590 a oração por eles tinha se tornado por intermédio deles. Igrejas e capelas foram construídas sobre estes túmulos; festas relacionadas à sua morte obtiveram um lugar no calendário eclesiástico; lendas de milagres atribuídos a eles disseminaram-se rapidamente. O comércio de relíquias, como cadáveres, dentes, cabelos ou ossos, tornou-se um problema tão grave que foi proibido em 381.

O uso de imagens e esculturas no culto propagou-se rapidamente na proporção em que mais e mais bárbaros entravam para a Igreja. Para estes adoradores, essas imagens materializavam a realidade invisível da divindade. Tinham elas também uma função decorativa no embelezamento da Igreja. Os pais da Igreja procuraram fazer a distinção entre a devoção a estas imagens, que era parte da liturgia, e o culto a Deus; duvida-se, porém, que esta sutil distinção tenha evitado que o fiel comum oferecesse a elas culto que os pais reservaram a Deus somente.

Ações de graças ou procissões de penitência tornaram-se parte do culto a partir de 313. Peregrinações, primeiro à Palestina e depois às tumbas de santos famosos tornaram-se comuns. A mãe de Constantino, Helena, visitou a Palestina em 326 e disse ter encontrado a verdadeira cruz.

A ajuda do governo e a liberdade de culto sob Constantino levaram a uma ampla construção de templos. Os cristãos tomaram de empréstimo o tipo de arquitetura basílica aos romanos que a criaram para seus edifícios públicos dedicados ao negócio os às diversões. A basílica era uma grande construção retangular em forma de cruz com um pórtico na parte ocidental para os não-batizados, uma nave para os batizados e uma capela na parte oriental onde o coro, os sacerdotes e no caso de ser uma catedral, o bispo participava do culto. Esta capela geralmente era separada da nave por um biombo de ferro.

O cântico na igreja era de início regido por um líder q quem o povo respondia. O cântico antifonal, em que dois coros separados cantam alternadamente, desenvolveu-se na Antioquia. Ambrósio introduziu esta prática em Milão, de onde se espalhou para a Igreja ocidental.

Este também foi um período de grande pregadores. Ambrósio no Ocidente e Crisóstomo no Oriente foram os pregadores mais brilhantes. Até esta época, esses pregadores não usavam vestes especiais, que só surgiram quando o clero passou a manter para serviços eclesiásticos as indumentárias de tipo romano, cujo uso foi abandonado pelo povo.

Durante este período surgiram uma hierarquia sacerdotal especial sob a liderança de um bispo romano, a tendência a aumentar o número de sacramentos e torná-los os meios principais da graça, além dos movimentos em prol da organização da liturgia. Estas coisas serviram para colocar os fundamentos da Igreja Católica Romana medieval.

O Cristianismo Através dos Séculos – Uma História da Igreja Crsitã, capítulo 15

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Published in: on maio 5, 2009 at 8:51 am  Deixe um comentário  

O CRISTIANISMO NOS CLAUSTROS

Através dos tempos, algumas pessoas tem renunciado à vida social em época de crise e se retirado para a solidão a fim de operar sua própria salvação fora da sociedade que julgavam decadente e arruinada. No período da gradual decadência interna do Império Romano, o monasticismo exerceu um forte apelo para muitos que prontamente renunciaram a sociedade em favor do claustro. Este movimento tem suas origens no século IV, quando leigos em número cada vez maior começaram a se ausentar do mundo. Ai final do século VI, o monasticismo tinha fundas raízes na Igreja ocidental e oriental. Um segundo período de grandeza do monasticismo ocorreu por ocasião das reformas monásticas dos séculos X e XI. A era dos frades no século XIII constitui um terceiro período. O surgimento dos Jesuítas na Contra-Reforma do século XVI constitui o período final em que o monasticismo atingiu profundamente a Igreja. O movimento exerce até hoje um importante papel na vida da Igreja Católica Romana.

 

Os mosteiros eram um refúgio para os que se isolavam da sociedade e precisavam de ajuda. Os que necessitavam de hospitalização geralmente eram bem cuidados no mosteiro. Os viajantes cansados podiam estar certos de alimentação e repouso no albergue do mosteiro. Aqueles que estivessem fartos do mundanismo de seus podiam encontrar no mosteiro um refúgio às preocupações da vida. Alguns dos maiores líderes da Igreja medieval, como Gregório VII (c.1033-1085) por exemplo, vieram dos mosteiros.

 

Em muitos casos também o monasticismo favoreceu o orgulho espiritual, com os monges tornando-se orgulhosos de seus atos ascéticos praticados em benefício de suas próprias almas. Como os mosteiros tornaram-se ricos, devido à frugalidade e propriedade em comum, o ócio, a avareza e a glutonaria campearam.

 

O monasticismo contribui para o rápido desenvolvimento de uma organização hierárquica centralizada na Igreja, isto porque os monges deviam obediência aos superiores que, por sua vez, obedeciam ao papa. Podemos lamentar estes desvios mas temos também de admirar as excelentes contribuições prestadas por esses monges à vida medieval.

 

 

O Cristianismo Através dos Séculos – Uma História da Igreja Cristã, capítulo14.

 

 

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Published in: on maio 3, 2009 at 6:36 pm  Deixe um comentário  

Agostinho versus Pelágio Para uma Análise do Modernismo de Nossos Dias

Para Pelágio todo homem é criado livre como Adão, tendo, portanto, capacidade de escolher entre o bem e o mal. Cada alma é uma criação individual de Deus, não herdando por isto a contaminação do pecado de Adão. A universalidade do pecado no mundo é explicada pela fraqueza da carne humana e não pela corrupção da vontade humana pelo pecado. O homem não herda o pecado original de seu primeiro pai, embora os pecados das pessoas da geração passada enfraqueçam a carne da geração atual, razão porque os pecados são cometidos, a menos que as vontades individuais cooperem com Deus no processo da salvação. A vontade humana é livre para cooperar com Deus na conquista da santidade e para poder usar os instrumentos da graça como a Bíblia, a razão e o exemplo de Cristo. Como não há pecado original, o batismo infantil não é um elemento essencial à salvação.

Agostinho (354-430), o grande bispo de Hipona, se opôs ao que le cria se uma negação da graça de Deus e afirmava que a regeneração é uma obra exclusiva do Espírito Santo. O homem foi feito originalmente à imagem de Deus e livre para escolher o bem e o mal, mas o pecado de Adão atingiu a todos os homens, porque Adão era o pai da raça. A vontade do homem está totalmente corrompida pela queda, razão porque ele pode ser considerado totalmente depravado e incapaz de usar a sua vontade no que diz respeito ao problema da salvação. Cria Agostinho que todos herdam o pecado através de Adão e que ninguém pode fugir ao pecado original. A vontade do homem é tão limitada que ele nada pode fazer por sua salvação. A salvação vem somente para os eleitos através da graça de Deus em Cristo. Deus pode revitalizar a vontade humana para que aceite a Graça que Ele oferece àquele que Ele elegeu para a salvação.

O problema levantado por Pelágio e Agostinho permanece perene na Igreja Cristã. O modernismo de nossos dias é apenas um ressurgimento da idéia pelagiana de que o homem pode realizar a salvação pela cooperação com a vontade divina através de seus próprios esforços. A questão reside em saber se o cristianismo é um problema de moral ou de religião, se da vontade livre do homem ou da graça de Deus, se de um desenvolvimento do caráter pela cultura ou pela conversão que torna possível este desenvolvimento, se matéria das forças racionais do homem ou da revelação de Deus. A Igreja esteve sempre mais próxima de Agostinho do que de Pelágio ou João Cassiano (propôs idéia semelhante à de Pelágio), embora as doutrinas da Igreja Medieval neste ponto sejam semelhantes ao semi-pelagianismo proposto por João Cassiano.

O Cristianismo Através dos Séculos – Uma História da Igreja Cristã, capítulo 12.

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Published in: on maio 3, 2009 at 5:49 pm  Deixe um comentário  

A IGREJA E OS BÁRBAROS – (A origem do culto aos santos na igreja)

 

Os bárbaros eram os povos que não faziam parte do vasto império romano e que em suas investidas guerreiras estavam de “olho” por assim dizer no cambaleante império romano para invadi-lo como em muitas ocasiões o fizeram (definição rústica do digitador).

 

Como trazer ao cristianismo os contingentes que começavam a emigrar para a Europa e que continuaram chegando até o século XI era uma nova questão que a Igreja tinha para enfrentar.

 

Muitos bárbaros foram trazidos ao cristianismo por meio dos monges que lhes pregavam o evangelho. Os métodos adotados muitos deles eram questionáveis. Quando um rei se convertia todo o seu povo era considerado cristão entravam para a Igreja sem qualquer doutrinação eficiente por meio das Escrituras.

 

Assim em 590 a Igreja tinha vencido o desafio do Estado romano. Deu também sua contribuição ao converter ao cristianismo os invasores teutões do Império e legar e legar a eles os elementos da cultura greco-romana. No processo, porém, massas de pagãos que tinham sido convertidos à religião cristã entraram logo para a Igreja sem serem doutrinados e sem passarem por um período de prova. Muitos deles trouxeram para a Igreja os seus velhos padrões de vida e de costumes. O antigo culto aos heróis foi substituído pelo culto aos santos. Muitas práticas ritualísticas retiradas do paganismo encontraram uma porta aberta na Igreja Cristã. A Igreja, ao tentar resolver o problema da presença bárbara, acabou parcialmente paganizada.

 

 

O Cristianismo Através dos Séculos – Uma História da Igreja Cristã, capítulo 11.

 

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Published in: on março 27, 2009 at 7:54 pm  Deixe um comentário  

A IGREJA E O ESTADO – OS MALEFICIOS DESSA SUTIL APROXIMAÇÃO

Para se compreender as relações entre Igreja e o Estado após a concessão de liberdade de religião por Constantino, é necessário prestar atenção aos problemas políticos enfrentados pelo imperador nesta época. A anarquia do século da revolução, que arruinou a republica romana entre 133 e 31 a.C., terminou mediante o poderoso principado criado por Augusto após destruir o exército de Antonio. Este principado, no qual o imperador como príncipe dividia o poder com o senado, mostrou-se também fraco para superrar o desafio do declínio interno e da presença dos bárbaros na fronteiras do império; ademais, a prosperidade e a paz do primeiro período do principado foram seguidas por outro século de revolução, entre 192 e 284. Em 285, Diocleciano reorganizou o império em bases mais autocráticas, tomada de empréstimo dos despotismos orientais, numa tentativa de garantir a cultura greco-romana. Como o cristianismo parecia ameaçar esta cultura, Diocleciano fez uma fracassada tentativa de destruí-lo entre 303 e 305.

CONSTANTINO E SUA ASTÚCIA
Mais astuto do que Diocleciano, Constantino, seu sucessor, compreendeu que se o Estado não podia destruir o cristianismo pela força, o melhor seria usar a Igreja (representante do cristianismo) como um aliado para salvar a cultura clássica. O processo pelo qual a Igreja e o Estado chegaram a um acordo começou quando Constantino conseguiu o controle completo do Estado. Embora oficialmente dividisse o pode com o seu co-imperador, Licínio, entre 311 e 324, ele tomou a maioria das decisões importantes do Estado.

A VISÃO QUE SUPOSTAMENTE O FEZ PROMOVER A PAZ COM A IGREJA
Constantino (c.274-337) era filho ilegítimo do líder militar Constâncio com uma bela mulher livre cristã do Oriente, de nome Helena. Numa batalha, em 313, quando parecia que os inimigos lhe venceriam, Constantino teve uma visão de uma cruz n céu, com as seguintes palavras em latim: “com este sinal, vencerás”. Tomando-as como bom presságio, ele derrotou os seus inimigos na batalha da ponte Milvia sobre o rio Tibre. Embora a visão possa ter ocorrido, é evidente que o favorecimento da Igreja por Constantino foi um expediente seu. A Igreja poderia servir como um novo centro e unidade e salvar a cultura clássica do império. O fato de ter protelado o seu batismo até pouco antes de morrer e de manter a posição de Pontifex Maximus, sacerdote da religião pagã do Estado, parecem apoiar esta idéia. Ademais, a execução por ele ordenada de um jovem que poderia reivindicar o seu trono, não condiz com a conduta de um cristão sincero. Talvez tenha sido tudo uma mistura de superstição e sagacidade de governo. Correta ou não essa interpretação de sua intenções, o fato é que Constantino inaugurou uma política de favorecimento da Igreja Cristã. Em 313. Ele e Licínio garantiram-lhe a liberdade de culto pelo Edito de Milão.

BENEFÍCIOS À IGREJA
Nos anos seguintes, Constantino promulgou outros editos, que tornavam possíveis a recuperação das propriedades confiscadas, o subsídio da Igreja pelo estado, a isenção ao clero do serviço público, a proibição das adivinhações e a separação do “Dia do Sol” (domingo) como um dia de descanso e culto. Ele tomou uma posição teológica no Concílio de Nicéia, 325, quando arbitrou a controvérsia ariana. Apesar de o número de cristãos não ultrapassar a um décimo da população do Império nesta época, eles exerceram uma influência no Estado bem maior do que se podia esperar pela quantidade de membros que possuía.

OS FILHOS DE CONSTANTINO E A POLÍTICA DE FAVORECIMENTO
Os filhos de Constantino continuaram sua política de favorecimento da Igreja, levando-a mais adiante ao colocarem o paganismo na defensiva com editos que proibiam os sacrifícios pagãos e a freqüência aos templos pagãos.

OS REIS SEGUINTES
Os reis seguintes continuaram a prática de assegurar privilégios à Igreja até que o cristianismo se tornasse afinal a religião oficial. O imperador Graciano renunciou ao título de Pontifex Maximus. Teodósio promulgou em 380 um edito tornando o cristianismo a religião exclusiva do Estado. Em 392, o Edito de Constantinopla estabeleceu a proibição do paganismo. E em 529, Justiniano desferiu o golpe de misericórdia sobre o paganismo, quando determinou o fechamento da escola de filosofia de Atenas.

REVENDO OS CAMINHOS DA TRANSFORMAÇÃO DO CRISTIANISMO
Revendo os caminhos da transformação do cristianismo, de seita de poucos seguidores em religião oficial do poderoso Império Romano, pode-se concluir que, com a vantagem da perspectiva do tempo, essa vitoriosa marcha foi prejudicial à Igreja. É verdade que o cristianismo elevou o nível moral da sociedade ao ponto de a dignidade da mulher ser conhecida na sociedade, os espetáculos de gladiadores serem abolidos, os escravos receberam melhor tratamento, a legislação romana tornar-se mais justa e o avanço da obra missionária ter aumentado.

A igreja percebeu entretanto, que embora uma associação com o Estado lhe trouxesse benefícios, isto lhe traria também muitas desvantagens. O governo, em troca dos privilégios, da proteção e de ajuda que oferecia, achava-se no direito de interferir em assuntos espirituais e teológicos.

Infelizmente a Igreja ganhou em poder mas se tornou uma arrogante perseguidora do paganismo do mesmo modo que as autoridades religiosas pagãs tinham agido em relação aos cristãos. Parece que no balanço final, a aproximação entre Igreja e Estado trouxe mais malefícios do que bênçãos à Igreja Cristã.

O Cristianismo Através dos Séculos – Uma História da Igreja Cristã, capítulo 11.

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Published in: on março 22, 2009 at 7:57 pm  Deixe um comentário  

UM GRANDE PERIGO – CONTINUAÇÃO

Apesar dos problemas externos, criados pela perseguição pelo Estado, e da ameaça de dissensão e divisão por causa da heresia, a Igreja a tudo superou com galhardia. Sua estreita associação com o Estado romano no período compreendido entre 313 e 590 causou-lhe mais problemas do que a perseguição.

 

 

 

O Cristianismo Através dos Séculos – Uma História da Igreja Cristã, capitulo 10.

 

 

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Published in: on março 22, 2009 at 1:12 am  Deixe um comentário  

A ORIGEM DO PAPADO – CONTINUAÇÃO

O bispo monárquico era uma espécie de garantia da unidade na constituição da Igreja.
Necessidades práticas e teóricas levaram à exaltação da posição do bispo em cada igreja, chegando ao ponto de as pessoas o virem e o reconhecerem como superior aos outros presbíteros os quais seu ofício fora relacionado em tempo do Novo Testamento.
A necessidade de uma liderança para enfrentar os problemas da perseguição e da heresia foi uma necessidade prática que acabou por ditar o aumento do poder do bispo. O desenvolvimento da doutrina da sucessão apostólica e a crescente exaltação da Ceia do Senhor foram fatores fundamentais neste aumento de poder. Foi mais um pequeno passo para o reconhecimento de que os bispos monárquicos de algumas igrejas eram superiores aos outros. A elevação do bispo monárquico em meados do segundo século originou o reconhecimento da honra especial devida ao bispo monárquico da igreja em Roma.

Muitas outras circunstâncias aumentaram ainda mais o prestígio do bispo de Roma. O argumento inicial mais importante, apresentado desde cedo na história da Igreja, foi o de que Cristo deu a Pedro, presumivelmente o primeiro bispo de Roma, uma posição de primazia entre os apóstolos em função da sua suposta designação de Pedro como rocha sobre a qual edificaria a Sua Igreja (Mateus 16.18). Segundo Mateus 16.19, Cristo deu Pedro as chaves do reino dos céus e depois o comissionou especialmente para apascentar seu rebanho (João 21.15-19). Deve se ter em mente que, na narrativa de Mateus, Cristo usava duas palavras para rocha, não se especificando se a roca sobre a qual disse que edificaria a Sua Igreja era Pedro. Cristo chamou Pedro de petros ou pedra, ma Ele estava falando da rocha sobre a qual edificaria a Sua Igreja como petra, um rocha. A palavra “pedra”, aplicada a Pedro, é de gênero masculino, mas a palavra “rocha”, sobre a qual Cristo disse que edificaria Sua Igreja é feminino. Há boa razão para se crer que a interpretação correta é que Cristo estava, com a palavra “rocha”, se referindo à confissão petrina de Jesus como sendo “o Cristo, o filho do Deus vivo”.

Deve-se lembrar ainda que Cristo disse que Pedro o abandonaria na crise do jardim, que Satanás o derrotaria (Lucas 22.31-32) e que Cristo teve que exortá-lo a cuidar do seu rebanho após a ressurreição e até de perdoá-lo por O ter traído. Acrescente-se, ademais, que os poderes semelhantes aos mencionados em conexão com Pedro em Mateus 16.19 foram também conferidos aos outros apóstolos (João 20.19-23). Mesmo Pedro em sua primeira carta deixa cristalinamente claro que, não Ele, mas o Cristo era o fundamento da Igreja (1Pedro 2.6-8). Paulo não concebia Pedro como tendo posição de superioridade, tanto que não hesitou em repreendê-lo quando este contemporizou e cooperou com os judaizantes na galácia.

Apesar destes fatos, a igreja romana insiste desde tempos antigos que Cristo deu a Pedro um lugar especial de primeiro bispo de Roma e de líder dos apóstolos. Cipriano contribui muito para a sedimentação desta idéia ao afirmar a superioridade da sé romana sobre os outros lugares eclesiásticos de autoridade.

Maior prestígio adviria ao bispo romano por Roma estar ligada a muitas tradições apostólicas. Pedro e Paulo sofreram em Roma o martírio por causa de sua fé. Como os dois eram os líderes principais da igreja primitiva, não é de se admirar que a igreja e o bispo de Roma tivessem um prestígio maior. A igreja em Roma fora o centro da primitiva perseguição pelo estado romano movida por Nero em 64. A mais longa e talvez a mais importante das epístolas de Paulo foi dirigida a esta igreja. Das igrejas cristãs, ela era, por volta do ano 100 uma das maiores e uma das mais ricas. O prestígio histórico de Roma como a capital do império levou a uma natural elevação da posição da igreja da capital. Tinha ela a reputação por sua firme ortodoxia na luta contra a heresia e as divisões. Clemente, um dos primeiros líderes da Igreja, não escreveu à Igreja em Corinto para exortá-la a uma unidade centralizada na pessoa do bispo? Muitos Pais da Igreja ocidental, como Clemente, Inácio, Irineu e Cipriano destacaram a importância da posição do bispo e, no caso de Cipriano, do bispo de Roma. Embora todos os bispos fossem iguais, honra especial deveria ser dada ao bispo romano encarregado da cadeira de São Pedro. Embora todos os bispos estivessem em uma linha de sucessão apostólica dos bispos desde o próprio Cristo, Roma merecia honra especial, porque, cria-se, seu bispo continuava a linha sucessória desde Pedro.

Recorde-se que alguns dos cinco bispos mais importantes da Igreja perderam seu cetro de autoridade por várias razões. A partir de 135, quando a destruição de Jerusalém pelos romanos, o bispo de Jerusalém deixou de ser contado como um rival do bispo de Roma.
O bispo de Éfeso perdeu prestígio quando a Ásia foi sacudida pelo cisma montanista do segundo século e quando o bispo de Roma, ao findar do século, excomungou o bispo de Éfeso e as igrejas da Ásia.

Ao final do período, três coisas sobre a igreja católica antiga tinha se tornado claras realidades. Foi a aceita a doutrina da sucessão apostólica, que relacionava todos os bispos a uma ininterrupta ligação com Cristo através dos apóstolos; em cada igreja um bispo se elevava assim dos presbíteros como bispo monárquico. O bispo romano passou a ser reconhecido como o primeiro entre os iguais devido a importância do peso da tradição relacionada a sua cadeira. Esta primazia foi depois desenvolvida para uma supremacia do bispo romano como PAPA da igreja. Sucessão apostólica na hierarquia, como uma garantia contra o cisma e para promover unidade, foi desenvolvida por Clemente, Inácio e Irineu. A hierarquia conforme Inácio e Irineu, seria a melhor defesa contra a heresia e promoveria a verdadeira doutrina.

O Cristianismo Através dos Séculos – Uma História da Igreja Cristã, capítulo 10.

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Published in: on março 22, 2009 at 12:57 am  Deixe um comentário  

A ORIGEM DO PAPADO

A Igreja desde seu início sempre teve que enfrentar a oposição a si. Fosse por parte das invejosas autoridades judaicas ou mesmo pelas heresias. Nessa luta surgiram homens de nome e atitude utilizando a revelação de Deus baseados nos ensinos de nosso Senhor Jesus Cristo ensinado por seus apóstolos e profetas. Pessoas foram presas e mortas e membros outros que aderiram à fé logo depois se desviaram desta mesma fé indo após os erros ensinados contra a fé verdadeira nos ensinos das Escrituras.

O Gnosticismo foi uma dessas ameaças a são doutrina. Nos tempos apostólicos e dos Pais da Igreja e tempos depois, foi talvez, a principal. Um gnóstico muito influente de nome Marcion formou seu próprio cânon do Novo Testamento (lista de livros autorizados para o ensino da fé) e adotou o evangelho de Lucas, Atos e dez cartas identificadas com o nome de Paulo com os quais promovia seu ensino herético.

As seitas e heresias forçou a Igreja a 1) se preocupar com o problema de que livros seriam considerados canônicos, isto é, autorizados para o ensino e para a vida; 2) a aprovar um pequeno credo (declaração de fé); 3) o prestígio do bispo foi aumentado com a ênfase sobre seu ofício como o centro da unidade contra a heresia. EM TROCA, ISTO PROVOCOU O POSTERIOR DESENVOLVIMENTO DA PROEMINÊNCIA DO BISPO ROMANO.

Considerações baseadas em “O Cristianismo Através dos Séculos – A História da Igreja Cristã”, capítulo 8.

ESTE ARTIGO SERÁ CONTINUADO.

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Published in: on março 20, 2009 at 8:31 pm  Deixe um comentário  

UM GRANDE PERIGO

 

Clemente tinha em alto apreço a sabedoria grega, mas uma leitura cuidadosa de suas obras deixará a impressão de que para ele a Bíblia está em primeiro lugar na vida do cristão. Ao mesmo tempo já que toda verdade pertence a Deus, tudo o que houvesse de verdadeiro na sabedoria grega deveria ser empregado no serviço de Deus, O PERIGO DESSA POSIÇÃO ESTÁ EM QUE SE PODE IMPERCEPITIVELMENTE SINTETIZAR CRISTIANISMO E FILOSOFIA GREGA, PASSANDO-SE A CONSIDERAR O CRSTIANISMO COMO UM SIMPLES SINCRETISMO DE FILOSOFIA GREGA E TEOLOGIA BÍBLICA.

 

 

 

O Cristianismo Através dos Séculos – Uma História da Igreja Cristã, capítulo 9.

 

 

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Published in: on março 20, 2009 at 1:20 am  Deixe um comentário